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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

“Projeto de dinamização de um território no interior” é a preferência do governo, diz Eurico Brilhante Dias.

O regresso de Portugal às exposições mundiais, dez anos depois da Expo Xangai, é feito com um pavilhão independente, com um total de 1800 metros quadrados. A particularidade é que o governo quer que este pavilhão tenha uma nova vida após o fim do evento.
 
Durante a apresentação da participação portuguesa na Expo Dubai, esta semana, António Costa fez questão de frisar que este será um exemplo de “economia circular”. Recordando a Expo 98, em Lisboa, como também ela um exemplo deste tipo de economia, através “da reutilização dos pavilhões construídos”, também o Pavilhão de Portugal no Dubai ganhará uma nova utilização. “O pavilhão português será desmontado para regressar a Portugal e ser utilizado. Isto significa que o investimento não será meramente ocasional, cá regressará para encontrar nova vida.”
 
A participação na Expo Dubai tem um investimento associado de 21 milhões de euros, distribuído ao longo de três anos. Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, sublinhou durante a apresentação pública que esta participação pretende fomentar o crescimento em áreas como as “exportações, investimento direto estrangeiro (IDE) e turismo”.
 
À margem do evento, Brilhante Dias avançou que, embora ainda não exista uma localização escolhida para estabelecer o pavilhão em Portugal, o governo já estuda algumas hipóteses. “O projeto em concreto ainda não está definido mas há várias ideias em cima da mesa, porque há vários projetos concretos em análise, que não vou avançar nesta altura, naturalmente, porque não fechámos todo o processo.” Sobre a nova localização do pavilhão, que só regressará a Portugal a partir de 2021, Eurico Brilhante Dias explicou que a estrutura será instalada “fora de Lisboa e do litoral e que ajudará a dinamizar uma das regiões do interior do país”, sublinhando que “isso seguramente é uma vontade que o governo tem”.
 
Brilhante Dias acrescentou que o governo ambiciona que a estrutura “possa ser reutilizada para um projeto que gostávamos que desse perenidade a este pavilhão, que é de uma equipa de arquitetos portugueses, do arquiteto Miguel Saraiva, e que pudesse não ser destruído mas sim utilizado para outros fins e para apropriação pública”.
 
O secretário de Estado indicou ainda que o orçamento da participação portuguesa foi elaborado tendo já em conta “um valor para a desmontagem e transporte” da estrutura, que poderá receber dois milhões de visitantes nos primeiros seis meses, se a procura for semelhante à da Expo Xangai, estima a AICEP.
 
A Expo 2020 realiza-se no Dubai, de 20 de outubro de 2020 a 10 de abril de 2021. A edição deste ano juntará 192 países, com vários pavilhões independentes, distribuídos por 438 hectares.

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