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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Na Síntese de Indicadores do Sector Bancário com dados referente ao 3º trimestre de 2018 da APB é visível a melhoria dos indicadores de rentabilidade. Nos primeiros nove meses do ano, os bancos obtiveram resultados líquidos positivos de 1.552 mil milhões tendo o ROE atingido 8,7%. O Rácio de NPL diminuiu para os 11,3%.

Já é mais do que conhecido que a rentabilidade é o grande desafio da banca portuguesa. Ora, os dados revelados pela APB – Associação Portuguesa de Bancos, na versão atualizada da Síntese de Indicadores do Sector Bancário com dados referente ao 3º trimestre de 2018 e que tem por base os dados divulgados pelo Banco de Portugal, está patente que os bancos estão a subir a rentabilidade, e apesar de ainda estarem longe dos dois dígitos que tinham antes da crise, já apresentam um ROE – Return on Equity de 8,7%, em termos médios. Isto compara com uma rentabilidade de 3,3% registada no fim do ano 2017.

 

Sendo que a APB salienta que a rentabilidade dos capitais próprios é calculado com base nos resultados antes de impostos, e que os valores são anualizados.

 

Os resultados antes de impostos somam 2.316 milhões nos nove meses de 2018, o que compara com 1.184 milhões no ano de 2017.

 

Dos dados divulgados destaque assim para a melhoria dos indicadores de rentabilidade e para a continuação do crescimento dos depósitos. Nos primeiros nove meses do ano, os bancos obtiveram resultados líquidos positivos de 1.552 mil milhões de euros. Em dezembro de 2017 os bancos tinham no conjunto obtido prejuízos de -228 milhões de euros. Pelo que os lucros até setembro de mais de 1,5 mil milhões é um salto significativo.

 

No pico da crise, em 2014, o setor bancário registava prejuízos de -5.459 milhões de euros.

 

A subida da margem financeira em termos homólogos de 1,7% e das comissões de 4,0% podiam explicar esta subida dos lucros, mas os dados da APB sugerem que estas receitas terão sido consumidas pelas perdas em resultados de operações financeiras, uma vez que o produto bancário em termos homólogos no terceiro trimestre de 2018 caiu 0,1% para 7.340 milhões.

 

A margem financeira em percentagem do produto bancário subiu para 63,2% quando em dezembro de 2017 era de 56,5%.

A banca tem no entanto piorado o rácio de eficiência. O cost-to-income passou de 56,5% em dezembro de 2017 para 63,2% em setembro do ano passado.

 

Importa ainda salientar o esforço que continua a ser prosseguido pelos bancos nacionais na redução dos ativos não produtivos (NPLs). Nos primeiros nove meses do ano, o Rácio de NPL diminuiu para os 11,3% (era de 13,3% no fim de 2017). Face a dezembro de 2017, o sector bancário português já reduziu em 5,8 mil milhões de euros o valor bruto destes ativos, que se situa agora nos 31,2 mil milhões de euros.

 

O rácio de cobertura também melhorou face a dezembro de 2017, para passar a ser agora de 53,2% (era de 49,4%).

As imparidades em percentagem do produto bancário caíram em setembro de 2018 face a dezembro de 2017, ao passar de 31,5% para 14,2%.

 

O rácio de capital CET1 (common equity Tier 1) era em setembro em termos médios no setor de 13,5% e os ativos ponderados pelo risco somavam 200.200 milhões.

 

Os dados dizem ainda que o rácio de transformação dos depósitos em crédito no total do setor é de 89,4%, melhor do que em dezembro que era de 92,5%. Já o Rácio de cobertura de liquidez (LCR) era em setembro de 185,0%.

 

Os dados da APB abrangem ainda o número de colaboradores e a evolução do número de balcões, mas ao contrário dos outros indicadores os números da análise aqui só vão até junho e 2018. Os bancos estão a subir o número de colaboradores em 1% (para 46.893) e desceram o número de balcões em 2% (para 4.326). Isto respeitante à atividade doméstica.

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