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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Grande parte das empresas assume a importância do ‘employee branding’, mas poucas aplicam o conceito na estratégia de comunicação.

Mais de 80% das empresas considera importante o ‘employee branding’ como parte da estratégia de comunicação, mas destas só 22% desenvolveu um plano específico para alinhar colaboradores com os valores da organização. As conclusões são do estudo “Radiografia do Employee Branding nas empresas em Portugal 2018”, elaborado pela Eurofirms – empresa espanhola de recursos humanos – que pretende perceber como é que as empresas atuam na hora de aplicar o ‘employee branding’, ou seja, influência que se tem no comportamento dos membros da organização, de forma a conseguir alinhar os colaboradores à cultura e aos valores da empresa, para que se transformem em embaixadores da marca, de uma forma natural e voluntária.

 

Segundo o relatório, 91% das empresas está presente nas redes sociais e profissionais, onde afirmam dispor de um ou mais perfis corporativos, dados que contrastam com o número de empresas que oferecem formação aos seus colaboradores em matéria de redes sociais (12%). Aliás, o valor até diminui 7% em relação a 2017.

 

“Porém, é visível um esforço por parte das empresas em apostarem na criação de um plano específico para trabalhar o ‘employee branding´, em 2018 houve um aumento de 3% de empresas que desenvolveram um plano de ação interno nesta matéria comparativamente ao ano anterior”, lê-se no relatório disponibilizado pela empresa autora do estudo.

 

No mesmo documento é referido que “as consequências da falta de formação podem ser bastante prejudicais para a empresa, dando origem a diferentes critérios de publicação pelos colaboradores, o que mostra ao cliente/usuário uma falta de alinhamento da equipa com a cultura e valores da empresa. Embora as pessoas o façam de boa-fé, é importante ter consciente que a falta de formação pode levar a publicações contrárias aos objetivos da marca”.

 

É ainda referido que “muitas empresas carecem de protocolos de atuação em redes sociais, apesar de grande parte dos seus colaboradores terem diferentes perfis criados, e terem acesso aos mesmos em horário laboral. Estes dados só revelam que será cada vez mais urgente as empresas desenvolverem planos de comunicação e protocolarem a sua presença corporativa nas redes sociais, por parte dos seus colaboradores”.

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