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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal promove a sua primeira conferência esta sexta-feira com o objetivo de apresentar e debater os principais resultados alcançados a nível da exportação e captação de investimento.

O encontro tem lugar no Auditório Jerónimo Martins da Nova SBE, em Carcavelos.

 

Eurico Brilhante Dias convida todos a refletir sobre o estado empresarial português
Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, dá início à conferência da AICEP. O secretário de Estado convida a plateia a refletir sobre o cenário empresarial do país. “O estado da nação da internacionalização é neste momento o que sempre tivemos”, diz Eurico Brilhante Dias, referindo o saldo positivo da balança de bens e serviços desde há sete anos para cá.
 
“Mas temos de refletir sobre o futuro”, diz o membro do Governo, frisando a meta de chegar às exportações a chegar aos 50% do PIB. Eurico Brilhante Dias refere o investimento direto estrangeiro como uma “mola” para o aumento das exportações.
 
Os três principais problemas que “devem ser a prioridade da sociedade”
António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank, sobe ao palco para falar sobre os desafios macro que as empresas enfrentam no contexto internacional. O líder do banco traçou o cenário económico atual português, destacando a recuperação da crise e enumerou os três principais problemas que “devem ser o foco em termos de prioridades da sociedade”: setor bancário, endividamento da economia e demografia. No setor bancário, o líder do Lloyds Bank destaca o progresso significativo em capital e a desalavancagem bancária, mas defende que ainda “são necessárias melhorias na qualidade dos ativos”. O endividamento da economia é outro problema a solucionar, tanto a nível público como privado. “Temos uma dívida superior em 10% àquela que tínhamos há dez anos”. Quanto ao último problema, Horta Osório afirma que é “o mais importante, o mais urgente”. “Daqui a 30 anos vamos voltar à população que tínhamos em 1950 se nada for feito. Combinado com isso, o rácio de dependentes passará a mais de um para um”.
 
“Devíamos ter mais ambição para o crescimento económico”
“Nos últimos anos, Portugal cresceu 1% ao ano em termos reais”, diz Horta Osório, salientado que é insuficiente. “É manifestamente pouco, é metade do que em Espanha e um quinto face à Irlanda”, destaca. “Em 20 anos, a Irlanda criou o dobro da riqueza. Os salários cresceram o dobro em termos reais face a Portugal”, frisando que Portugal deve ser mais ambicioso quanto ao seu crescimento económico.
 
Interrupção do comércio com o Reino Unido. “Prognósticos só no fim do jogo”
“As exportações britânicas para a UE são mais de 250 mil milhões de libras, representando 14% do PIB inglês. As exportações da UE para o Reino Unido representam apenas 3% do PIB europeu. Acho que se percebe quem seria mais afetado caso houvesse uma interrupção repentina do comércio com o Reino Unido”. “Prognósticos só no fim do jogo”, diz Horta Osório, respondendo a uma questão sobre o outcome do Brexit, “Este é um risco para as empresas portuguesas caso aconteça uma interrupção do comércio. O que não acho que vá acontecer, mas não deixa de constituir um risco”. Horta Osório afirma que esta deve ser uma análise micro. “Cada empresa portuguesa dependendo do seu caso concreto deve estar preparada ou não”.
 
“Mais de 10% do emprego criado foi por empresas apoiadas pela AICEP” O impacto na economia portuguesa de empresas apoiadas pela AICEP “é assinalável”, afirma Luís Castro Henriques, presidente da AICEP Portugal. “Mais de 10% do emprego criado em Portugal entre 2012 e 2016 foi por empresas apoiadas pela AICEP”. Luís Castro Henriques destaca a criação de 80 novos centros de serviços desde 2013, que representam mais de 60 mil postos de trabalho.
 
AICEP vai apostar no e-commerce Os grandes objetivos do plano estratégico da AICEP passam por “exportar mais, investir mais, digitalizar o futuro e valorizar a marca Portugal. Luís Castro Henriques frisa a aposta no comércio eletrónico como uma das principais medidas para fomentar o crescimento do ecossistema orientado para o mercado internacional. No que diz respeito à valorização do país como marca, destaque para um programa de cross-selling. O presidente da AICEP fez referência uma ação que está a decorrer em Paris. “Temos mais algumas medidas na calha, como valorizar o mercado CPLP. Temos de ver isto de forma holística”, conta.
 
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