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CABEÇALHO

Alok Sharma, Business Secretary do Reino Unido, apela às empresas para intensificarem os preparativos, mas apenas uma em cada oito empresas se sente preparada para final do período de transição, acordado aquando da saída do Reino Unido União Europeia. Numa carta a 600 mil empresas do Reino Unido, diz que “não há tempo a perder” e que as empresas “devem agir agora” para garantir que os seus negócios estão preparados para o pós-Brexit.

No entanto, a pesquisa mostra que apenas 29 por cento das empresas no Reino Unido e em todo o mundo sentem que têm uma “bom entendimento" do que significará a conclusão do período de transição no final do ano. 36 por cento afirmam ter compreensão “moderada” das mudanças, enquanto o entendimento de 35 por cento é descrito como “fraco”. Apenas 13 por cento das empresas incluídas na sondagem realizada pela consultora EY dizem-se preparadas.

 

A carta de Sharma enfatiza que "não haverá prorrogação" da transição que manteve os termos das relações comerciais entre UE e Reino Unido. Acrescentou também que “As empresas têm um papel crucial a desempenhar para garantir uma transição suave” e garantiu que o governo estará “lá para apoiá-las durante essa mudança”.

 

Segundo este artigo da “Business Matters, alguns líderes industriais queixam-se da qualidade das orientações e assistência que receberam do Estado, afirmando que lhes falta a perceção empresarial, temendo que as coisas se compliquem.

 

Questionadas sobre que tipo de acordo as partes podem vir a alcançar, 53 por cento das empresas disseram nenhum, 29 por cento disseram que um acordo de livre comércio “fino” e 5 por cento disseram que esperavam um acordo abrangente. A maioria disse que os preparativos para o pós-Brexit foram afetados pelo Covid-19, enquanto 17 por cento disseram que não teve qualquer efeito.

 

Quem não quer ficar para o desfecho das negociações são algumas instituições financeiras, que já transferiram da City de Londres para França pelo menos €150MM em ativos, segundo o Governador do Banco de França. O Banco Central francês, na pessoa de François Villeroy de Galhau, já autorizou 21 fundos de investimento, 4 instituições de crédito e 7 filiais de países terceiros a darem “continuidade às [suas] atividades em França” e 31 entidades, principalmente fundos, requereram licença para operar em França.

 

O Governador do Banque de France afirmou que “mesmo se houver um acordo comercial, o que ainda desejo e espero, o Reino Unido deixará o mercado único e as coisas mudarão significativamente para os serviços financeiros” e que “isso significa que as empresas que operam sob o passaporte europeu devem finalizar rapidamente sua mudança para a UE se quiserem operar aqui a partir do próximo ano.”

 

Recentemente, a EY disse que, desde o referendo do Brexit, mais de 7.500 empregos foram deslocados para o continente, com pelo menos 24 empresas de serviços financeiros a registarem publicamente mais de £1,2MMM em transferências de ativos.

 

A consultora acrescentou também que Dublin, Luxemburgo, Frankfurt e Paris foram os destinos favoritos das empresas para relocalizarem. Assim publicou Lizzy Burden ao “The Telegraph”.

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