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Paralelamente às moratórias o Abanca diz que “desenvolveu outras iniciativas, nomeadamente a isenção de comissão nas transferências, via online e Call Center, para particulares e empresas, até dia 30 de junho”.

O Abanca Portugal “implementou, no seguimento da decisão do Conselho de Ministros, moratórias legais de crédito para empresas e particulares”, refere o banco no seguimento de perguntas feitas pelo Jornal Económico.

 

“No decorrer do contexto atual de pandemia, o Abanca continua atento à situação social e económica que o país vive”, diz fonte oficial da sucursal do banco espanhol em Portugal.

 

Paralelamente às moratórias o Abanca diz que “desenvolveu outras iniciativas, nomeadamente a isenção de comissão nas transferências, via online e Call Center, para particulares e empresas, até dia 30 de junho”.

 

“Ainda no que diz respeito às empresas, definimos a isenção de comissões de modificação contratual nos empréstimos onde se decida atribuir carências, a isenção de comissões na prorrogação de vencimentos nas operações ao abrigo de linhas de Confirming /Comex/Financiamentos a curto prazo e a isenção do fee fixo por transação nos Terminais de Pagamento automático”, refere o banco que está em fase de due-diligence para comprar o EuroBic.

 

O Governo aprovou uma moratória que tem como objetivo proteger famílias portuguesas, em matéria de crédito à habitação, e as empresas que estão a registar quebras nos negócios devido ao surto Covid-19, permitindo que estas adiem o pagamento das suas responsabilidades perante as instituições financeiras durante este período. Com esta medida, o Governo diz que pretende garantir a continuidade do financiamento às famílias e empresas e prevenir eventuais incumprimentos resultantes da quebra inesperada de rendimentos.

 

A moratória dura seis meses, até 30 de setembro 2020, desde o dia 27 de março, e destina-se a Particulares, Empresários em Nome Individual (ENI), Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Pequenas e Médias Empresas (PME) e outras empresas do sector não financeiro. Isto é, às pessoas singulares para o crédito para habitação própria permanente e a todas as empresas, exceto as financeiras, independentemente da sua dimensão.

 

Os empresários em nome individual, as instituições particulares de solidariedade social, as associações sem fins lucrativos, bem como as demais entidades da economia social são também abrangidos por este regime de proteção.

 

Para os ENI, IPSS, PME e outras empresas do setor não financeiro, o regime abrange os empréstimos contraídos bem como outras operações de crédito essenciais à atividade das empresas, incluindo leasing e factoring. São apenas exceção os créditos para compra de valores mobiliários ou aquisição de posições em outros instrumentos financeiros; os créditos concedidos a beneficiários de regimes, subvenções ou benefícios, designadamente fiscais, para fixação de sede ou residência em Portugal, incluindo para atividade de investimento (exceto Programa Regressar); e os créditos concedidos a estas entidades para utilização individual através de cartões de crédito.

 

No caso dos particulares estão abrangidos todos os empréstimos para habitação própria permanente.

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