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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Presidente da República está agora em Xangai e, neste quinto dia de visita à China, entra em velocidade cruzeiro na tentativa de atrair negócios para ambos os lados.

Marcelo Rebelo de Sousa intensificou, esta terça-feira, o discurso económico na China. Em Xangai, onde participou no Seminário Económico Luso-Chinês promovido pela AICEP, o Presidente instou os empresários presentes a não perderem um minuto.

 

“O desafio que vos lanço – que o Presidente Xi lançou em Portugal, que temos lançado todos aos empresários chineses e portugueses – é ir mais longe e ir mais depressa, porque a velocidade neste tempo é outra e não há vazios”, apelou.

“Não podem perder um minuto na concretização dos vossos projetos. É essa a mensagem que quis aqui trazer com a minha presença”, concretizou.

 

A viagem do Presidente da República Portuguesa à China é, sobretudo, uma ação de diplomacia económica com vista a abrir portas e criar oportunidades, não só aos empresários portugueses como aos chineses. Isto está claro desde o início.

Ao longo destes dias, Marcelo tem vindo a apurar o discurso e mostra-se muito convicto e entusiasmado nas suas palavras. Nesta terça-feira, no seminário co-organizado pela AICEP na capital económica da China, participaram 65 empresários portugueses e perto de 150 chineses.

 

No seu discurso, o chefe de Estado afirmou que “esta reunião” começou há 500 anos, quando os portugueses chegaram à China, e que essa relação tem sido sempre de grande empatia – uma empatia renovada há 40 anos, quando as relações diplomáticas foram retomadas.

 

Nesta terça-feira, em Xangai, a segunda parte do dia é passada num encontro com alunos da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai, onde há alguns estudantes portugueses.

 

À noite, o Presidente parte para Macau, para a terceira e última etapa desta viagem.

 

“Não há promessas” em Sines

Sem se cansar de incentivar o investimento mútuo, Marcelo evita, contudo, falar de casos concretos. Por exemplo, no que toca à escolha para a instalação de uma grande fábrica de mobilidade elétrica em Portugal, o Presidente remete o assunto para outros níveis políticos.

 

E sobre o porto de Sines, garante que nenhum concorrente terá privilégios, independentemente dos interesses chineses.

“Depende de concurso público. Haverá candidatos à formação de consórcios, porque já foi formalizado e já foi anunciado um luso-chinês, provavelmente um deles até com mais componentes além da portuguesa e da chinesa. Mas haverá outros concorrentes, todos os que quiserem vir”, começa por comentar.

 

“Não há, portanto, promessas, vinculações; não há pré-determinação. Concurso público é concurso público. É bom que venham concorrentes de todo o mundo, só é bom para nós, mas não há promessa a ninguém relativamente ao desfecho – o desfecho dependerá da escolha da melhor proposta”, garante.

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