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CABEÇALHO

Em 2019, o volume de negócios do grupo atingiu 877 milhões de euros, um ligeiro incremento de 0,4% face a 2018. Neste indicador, “o bom desempenho na construção e nas concessões e serviços permitiram uma ligeira subida do valor global apurado”.

A construtora Teixeira Duarte divulgou ao mercado alguns dos valores do fecho de contas relativo ao exercício de 2019, tendo sido apurados proveitos operacionais consolidados de 1.049 milhões de euros, o que representou um crescimento de 3,4% face ao ano precedente.

 

A empresa entendeu oportuno divulgar ao mercado estes valores em antecipação à aprovação final dos documentos de prestação de contas desse ano, cuja publicação está prevista ocorrer no próximo dia 29 de abril, conjuntamente com os documentos dos órgãos de fiscalização e demais elementos para a assembleia geral anual da construtora.

 

A administração da Teixeira Duarte assegura que estes valores foram apurados de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS/IFRS) e incluem já o impacto resultante do facto de se ter deixado de aplicar às sociedades angolanas consolidadas a IAS 29 – Economia Hiperinflacionária.

 

Do montante de proveitos operacionais alcançados, cerca de 30% resultaram das operações em Portugal, “onde se destaca a subida no setor da construção”, de acordo com um comunicado enviado pela Teixeira Duarte à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

“Em 2019, o volume de negócios do grupo atingiu 877 milhões de euros, um ligeiro incremento de 0,4% face a 2018. Neste indicador, o bom desempenho na construção e nas concessões e serviços permitiram uma ligeira subida do valor global apurado”, adianta o referido comunicado.

 

De acordo com os responsáveis da Teixeira Duarte, “o EBITDA registou um aumento de 33% face ao ano anterior, atingindo 190 milhões de euros”.

 

O mesmo documento acrescenta que a aplicação da IFRS 16 em 2019 teve um impacto positivo de 11 milhões de euros nesta rubrica.

 

“Na generalidade, todos os setores registaram boas ‘performances’, com destaque para os setores da construção e da imobiliária”, revela o comunicado em questão.

 

Por seu turno, a autonomia financeira alcançou 18% em 31 de dezembro de 2019, uma diminuição de quatro pontos percentuais face ao final de 2018, “justificada em grande parte pela desvalorização das divisas em que o grupo opera face ao euro”.

 

“A dívida financeira líquida fixou-se no montante de 718 milhões de euros no final de 2019. Decorrente da aplicação da IFRS 16 em 2019, a dívida financeira líquida aumentou 38 milhões de euros. Desconsiderando este efeito, a dívida financeira líquida teria registado uma diminuição de nover milhões de euros”, adianta o mesmo documento, acrescentando que o rácio dívida financeira líquida/EBITDA fixou-se em 3,8x no final de 2019.

 

A Teixeira Duarte realça também que o endividamento bancário bruto diminuiu 45 milhões de euros face a 2018.

 

“Os resultados líquidos atribuíveis a detentores de capital foram positivos em 14 milhões de euros, refletindo um acréscimo de 29,5% face ao exercício de 2018”, destacam os responsáveis da construtora.

 

No final do ano passado, a carteira de encomendas do grupo para o setor da construção atingiu 1.468 milhões de euros.

 

“Relativamente ao exercício de 2020 em curso, as empresas do Grupo Teixeira Duarte estão a acompanhar o desenvolvimento da situação de pandemia Covid-19, atuando em conformidade com as recomendações emitidas pela Organização Mundial de Saúde e pelas entidades públicas responsáveis pela área da saúde nos respetivos países em que as empresas do grupo operam. Neste enquadramento, têm sido tomadas medidas de contingência e de prevenção, para cumprimento das orientações daquelas entidades e para mitigação e contenção do risco de saúde pública, equilibrando esse desígnio com as diligências necessárias à salvaguarda da continuidade do negócio e do impacto que o mesmo tem em todos os seus ‘stakeholders'”.

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