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CABEÇALHO

No final de mais uma edição do Estoril Open, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, fala ao Dinheiro Vivo de um torneio que quer manter na sua cidade “por muitos anos”, que traz mais riqueza à região e até aumentado o grupo de fãs de Cascais, entre turistas e tenistas.

Neste que é o quinto ano desde que arrancou a parceria da Câmara de Cascais com o torneio, que saldo faz do Estoril Open?

 

Era uma aspiração com muitos anos que o Estoril Open se realizasse no Estoril; só quando a anterior organização comunicou que não a ia realizar é que entrámos em jogo. Logo nos julgaram loucos, pelos poucos dias que faltavam. Primeiro não acreditavam que salvássemos o maior torneio de ténis do país. Depois não acreditavam que o realizássemos em Cascais. E, por fim, nunca acreditaram que o torneio chegasse onde chegou. Que é, exatamente, um patamar de grande sucesso nacional e de inegável prestígio internacional.

 

Disse que esta parceria é para manter “muitos anos”. Há datas concretas no contrato ou Cascais vai avaliar a cada ano?

 

Temos uma relação de parceria. E as parcerias gerem-se na base da confiança. Não precisamos de papéis escritos. Sabemos exatamente o que queremos e para onde queremos ir. É assim que temos conseguido acrescentar valor a cada edição do Estoril Open. E sim, queremos que esse sucesso seja replicado por muitos anos.

 

Um torneio como este tem um resultado multiplicador na economia. Poderá neste ano exceder os 4 milhões de euros? E que fatia desse valor representa para a economia cascalense?

 

A contabilização é sempre complicada de fazer com rigor. Mas a sua asserção é correta: há um forte impacto económico na região na ordem dos milhões de euros e efeitos multiplicadores de longo prazo, muito para além da duração do torneio, como é a afirmação da marca Estoril.

 

Há um crescimento de turistas na região? O torneio tem reflexo nos hotéis, restaurantes, etc.?
 
Isso é uma evidência. O calendário – com alguns feriados pelo caminho – ajuda. O cartaz do torneio, com jogadores de classe mundial, também. O lugar, o ambiente único de Cascais e do Estoril, idem. Cascais, por esta altura do ano, já é muito procurada. Mas notamos que por efeito do Open há ainda assim um ligeiro aumento dos turistas espanhóis e nacionais com óbvios efeitos nos serviços.
 
Há alguma preocupação relativamente aos jogadores, como que aproveitar a sua estada para lhes mostrar o que há de melhor e torná-los embaixadores de Cascais?
 
Tentamos que eles vivam a experiência de serem cascalenses por uns dias. Promovemos uma imersão no nosso modo de estar e damos-lhes a provar a nossa qualidade de vida. Sabemos que a nossa marca é forte e que eles nos podem ajudar a cavalgar ainda mais a diferenciação de Cascais num mercado altamente competitivo. Alguns tornam-se embaixadores de Cascais. Outros voltam mesmo que não seja para jogar ténis.
 
A CMC tem vindo a apostar neste tipo de eventos – além do Estoril Open, campeonatos mundiais de surf, golfe, etc. – dinamizadores da região e aproveitando os seus múltiplos atrativos. Há outras apostas semelhantes a caminho?
 
Repare no seguinte: num raio de alguns quilómetros apenas, Cascais tem praias de classe mundial, tem um hipódromo, um autódromo, uma marina, um centro de congressos, um parque natural património da humanidade. Tem isto tudo a apenas 25 km de uma capital europeia. Não há muitos lugares no mundo – tenho até dúvidas de que haja algum – que tenham esta diversidade num raio tão curto. Quando apresentamos o destino Cascais, vendemos este pacote diferenciador. Eventos como os que mencionou – e aos quais se podem acrescentar as grandes competições de vela ou o melhor concurso de saltos de cavalos do mundo, o CSI 5* – funcionam como bandeiras internacionais para o nosso território.
 
O ano passado foi extraordinário, também graças à vitória de João Sousa. Neste ano, infelizmente, não se repetiu o triunfo português (o grego Stefanos Tsitsipas venceu a final de domingo). O que poderia tornar o Estoril Open ainda melhor?
 
Um recinto cheio, a paixão pelo ténis, pontos memoráveis.

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