NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

No mês de julho, as vendas online e as vendas totais no retalho cresceram 0.2 por cento, um valor inesperado uma vez que as projeções eram de uma contração de 0.2 por cento.

O retalho em lojas não-físicas registou um crescimento de 6.9 por cento, com o online a ser responsável por 19.9 por cento do total das vendas, um crescimento de 12.7 por cento face ao período homólogo. Segundo Rhian Murphy, diretor do retalho no INE britânico, “o forte crescimento das vendas online no mês foi impulsionado por promoções”.

 

Também as vendas nos grandes armazéns aumentaram, pela primeira vez em 2019, em 1.6 por cento face ao mês imediatamente antecedente. Murphy relembrou, contudo, que a performance das vendas dos grandes armazéns “continuaram a diminuir no trimestre”.

 

No trimestre que terminou em julho, o retalho expandiu 0.5 por cento apesar do declínio das vendas em lojas de artigos alimentares e postos de abastecimento. O diretor do retalho no INE britânico sublinhou que, de facto, “o retalho viu apenas um modesto crescimento nos últimos três meses”.

 

Apesar da incerteza sobre o Brexit e o abrandamento económico mundial, o consumo privado tem-se mantido relativamente forte. Contudo, este não conseguiu impedir a contração da libra esterlina no segundo trimestre do ano.

 

Philipp Gutzwiller, diretor do retalho no Lloyds Bank Commercial Banking, explicou que “a queda da libra beneficiou, sem dúvida, os retalhistas no curto-prazo, com mais britânicos a ficarem em casa no Verão e, eventualmente, a gastarem o seu aumento salarial (em termos reais) e moda e artigos de lar”. Gutzwiller advertiu porém para o “inevitável impacto nos preços” das matérias-primas e bens intermédios.

Partilhar