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CABEÇALHO

Um novo dispositivo para controlo da glicose também valeu um lugar na final do concurso de startups da cimeira de Lisboa.

Um serviço de subscrição de viagens, outro de cartas personalizadas para crianças, e uma plataforma de monitorização da glicose são os três projectos finalistas do concurso de startups da Web Summit. Esta quinta-feira, a Be Right Back, a Banjo Robinson e a Nutrix voltam a subir ao palco da feira para lutar pelo primeiro lugar.

 

O objectivo do concurso é destacar startups que tenham recebido menos de três milhões de euros em financiamento, e que não tenham mudado o modelo de negócio recentemente. Este ano, as finalistas foram escolhidas entre 135 empresas de diversas áreas – desde videojogos a serviços de saúde, plataformas para facilitar transferências bancárias ou aplicações para motivar as pessoas a serem mais activas.

 

Tal como aconteceu o ano passado, em 2019 não há prémio monetário para a vencedora além do destaque na Web Summit. No primeiro ano da feira em Lisboa, a startup vencedora (que apresentou um robô dinamarquês que ensinava crianças a programar) arrecadou 100 mil euros da Portugal Ventures.

 

Três viagens surpresa por ano

Uma das finalistas é a BRB ( Be Right Back , na sigla inglesa) uma startup do Reino Unido que quer ser a “Netflix das viagens”.

 

Em troca de um pagamento mensal (que pode ser 45 euros ou 80 euros), a plataforma BRB organiza três viagens anuais para os clientes a destinos europeus em hotéis com pelo menos três estrelas e bagagem de mão incluída. Na versão mais cara, há sempre lugar para um acompanhante, mas um asterisco no site da empresa nota que quando as viagens são feitas em companhias low-cost, como a Ryanair, a BRB não procura assegurar a bagagem de mão. 

 

Apesar do destino das viagens não ser escolhido pelo utilizador, este tem direito a registar as suas preferências: por exemplo “destinos exóticos”, locais com “boa comida”, cidades “românticas” ou “bom ambiente nocturno”. E pode criar uma lista de cidades que gostaria de visitar eventualmente.

 

O conceito lembra a Toratora, outro site para marcar viagens surpresa na Europa. Mas em vez de um serviço de subscrição, esse site oferece pacotes fixos para viagens (ou seja, em vez de pagar-se para três viagens surpresa, paga-se entre 180 a 300 euros para uma viagem não planeada). 

 

Um gato que escreve a crianças

A outra finalista deste ano é a Banjo Robinson, uma plataforma de subscrição de cartas para crianças que são assinadas por um gato fictício com aquele nome que viaja por todo o mundo. O objectivo é que os mais novos recebam duas cartas mensais, personalizadas, com autocolantes, mapas e histórias sobre vários países. A personagem foi criada em 2018 por Kate Boyle, que queria transformar a aprendizagem num jogo divertido (e mantê-lo longe dos ecrãs) para crianças em todo o mundo. Antes de criar a startup, trabalhou em guiões para cinema, como Homens de Negro II, e vários filmes de Steven Spielberg. 

 

Parte da missão de Boyle é criar uma forma de entreter as crianças longe do ecrã e voltar a despertar o interesse em cartas manuscritas. “É um pouco como a magia do Pai Natal”, disse Boyle em palco, explicando que a ideia é que os mais novos escondam as cartas que escrevem para Banjo no sofá antes de irem dormir. “É claro que os pais ajudam a nossa missão”.

 papel da tecnologia na startup é que oferece uma plataforma permite que o Banjo responda, rapidamente, a todas as crianças que lhe enviam cartas.

 

Monitorizar a glicose a partir de um só dente

A Nutrix é uma startup da Suíça que está a desenvolver um pequeno sensor que é colocado na parte de trás de um dente para monitorizar os níveis de glicose na saliva. A informação é automaticamente transferida para uma aplicação externa que avisa o dono quando os níveis estão muito acima ou muito abaixo do normal. O objectivo é ser um serviço “pouco invasivo” para pessoas com diabetes, uma doença em que o pâncreas não produz insulina suficiente. 

 

 aplicação também envia alertas em casos de hipoglicémia (falta inesperada e repentina de “açúcar” no sangue que pode levar à morte) ou casos de hiperglicemia (excesso de glicose no sangue). Para ajudar na prevenção destas crises, o sensor também monitoriza a ingestão dos alimentos.

 

Um dos desafios da startup é garantir a precisão do sistema, uma vez que a quantidade de glicose na saliva é menor que a quantidade de glicose no sangue. Mas parte da missão da equipa é também eliminar a necessidade da “picada no dedo” (para monitorizar as quantidades de glicose no sangue) que faz parte do quotidiano de muitos diabéticos. Uma alternativa que tem surgido nos últimos anos são sensores implantados por debaixo da pele para fazer a medição da glicose – uma das vantagens do sistema da Nutrix é que será mais fácil de remover.

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