NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O grupo de logística Luís Simões conta que o mercado espanhol se torne no principal mercado já este ano. Em 2018, a receita foi de 111 milhões de euros (45%).

A faturação em Espanha do grupo Luís Simões, especialista em transportes e logística do setor alimentar, vai superar já em 2019 e pela primeira vez a receita gerada em Portugal. Em 2018, o mercado espanhol representou 45% da receita total.

 

Em entrevista ao diário Cinco Días o presidente do grupo, José Luís Simões, explicou o novo impulso no mercado espanhol, depois de ter investido 40 milhões de euros nos últimos dois anos.

 

Após uma carreira de 40 anos, é chegado o momento do grande salto em frente em Espanha, um mercado em que o operador logístico conta na lista de clientes com multinacionais como a Nestlé, Unilever ou Procter & Gamble,

"O centro de Madrid já é o maior polo de negócios do grupo", diz José Luís Simões ao Cinco Dias.

 

 

INVESTIMENTO DE 40 MILHÕES

 

O novo impulso decorre de um esforço de investimento de 40 milhões de euros em novas instalações desde 2017.

 

Em 2018, a Luís Simões gerou uma receita de 244 milhões de euros. Dessa cifra, 111 milhões corresponderam à Espanha, uma subida de 3% face ao ano anterior.

 

Segundo o presidente do grupo, como o mercado espanhol "quadriplica a dimensão do mercado português, é natural que o negócio cresça mais aqui". Além disso, "há um esforço suplementar e um plano sustentado de crescimento".

 

Para superar a faturação de Portugal, o grupo precisa de crescer este ano a dois dígitos em Espanha. Os responsáveis da Luís Simões confiam que tal acontecerá e que em 2020 voltarão a repetir esse desempenho, beneficiando do novo centro instalado em Guadalajara.

 

O FATOR GUADALAJARA.

 

Inaugurado em março passado, com um custo de 35 milhões de euros, o polo “está em plena atividade, operando perto do seu limite de capacidade".

 

Este é um fator fundamental " para este salto em frente em Espanha", como assinala ao Cinco Dias Rui Simões, diretor de inovação e logística.

 

Em 2020, o polo receberá um um novo centro automatizado dirigido ao comércio eletrónico que adicionará mais 90 mil paletes de capacidade.

 

O centro de Guadalajara apresenta "níveis altos de eficiência e produtividade", contrastando com o desempenho do centro vizinho de Cabanillas del Campo que concentrou vários espaços dispersos.

 

PERDAS ATÉ 2021

 

Segundo o Cinco Dias a ineficiência e duplicação de operações em Cabanillas del Campo foi um dos fatores que conduziu a perdas de quatro milhões de euros registadas em 2018 no mercado espanhol.

 

Mas, em Guadalajara, segundo José Luís Simões, "começamos com novos clientes e com equipamentos instalados de raiz, com melhor produtividade do que o esperado".

 

Ainda assim, a empresa não conta regressar aos lucros antes de 2021. "Estes são investimentos a pensar na próxima década", refere José Luís Simões que não tema que uma crise possa abalar o seu negócio. "As empresas de logística, especialmente as que lidam com alimentos, bebidas ou higiene pessoal, não oscilam assim tanto diante de uma crise".

Partilhar