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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O aumento das dormidas de turistas brasileiros e norte-americanos mais do que compensou as quebras dos alemães e franceses, bem como a estagnação dos britânicos. Mas a taxa de ocupação cai e mais de metade das camas está por ocupar.

A dependência do turismo português aos seus principais mercados emissores explica uma boa parte do abrandamento do setor. Reino Unido, Alemanha, Espanha e França continuam a responder por mais de metade das dormidas dos não residentes. E, destes, só os espanhóis crescem a um ritmo consistente, com quebras entre os alemães e franceses e uma estagnação dos ingleses. Mas o investimento na promoção de Portugal fora da Europa deu frutos e há dois mercados que mais do que compensam este movimento.

Do Brasil e dos Estados Unidos já vêm mais turistas do que aqueles que deixaram de vir da Alemanha e de França.

Entre janeiro e setembro deste ano, os estabelecimentos turísticos portugueses receberam 12,8 milhões de hóspedes internacionais, que responderam por 38,9 milhões de dormidas, valores que correspondem a crescimentos homólogos de 6% e 3%, respetivamente. Mas a tendência não foi de crescimento entre todos os principais mercados.

Na verdade, nos mercados europeus, a quebra é notória no que toca às dormidas. Dos 12 países europeus que compõem o grupo dos maiores mercados emissores para Portugal, sete registaram uma quebra no número de dormidas. A Alemanha, segundo maior mercado, foi um dos que registou das maiores quebras, de quase 7%. Também França, o quarto maior mercado no que diz respeito às dormidas, registou uma descida de 1,2%. A maior queda, de quase 8%, coube aos Países Baixos. Já o Reino Unido acabou por não ter um desempenho tão negativo quanto era antecipado no início do ano, pelo efeito do Brexit. Até setembro, as dormidas dos britânicos subiram 0,8%.



12,8
Não residentes
Portugal recebeu 12,8 milhões de turistas estrangeiros, mais de metade do total.

3,4
Proveitos
Os proveitos totais da hotelaria ultrapassaram os 3,4 mil milhões de euros.

2,6
Estada média
Em média, os hóspedes passam 2,6 dias nos alojamentos portugueses.

48,9
Ocupação
A taxa de ocupação média caiu 0,8 pontos percentuais e fixou-se em 48,9%.


Com este comportamento por parte dos mercados europeus, valeu ao turismo português o aumento de 8% das dormidas dos espanhóis mas, sobretudo, de norte-americanos e brasileiros. No final de setembro, as dormidas dos residentes dos Estados Unidos ultrapassavam os 2 milhões, uma subida de 19,4%, e as dos brasileiros totalizavam 2,2 milhões, um aumento de 13,8%. Juntos, estes dois mercados já respondem por mais de 10% do total de dormidas de não residentes.

Mais de metade das camas por ocupar

Apesar de o número de hóspedes e de dormidas ter aumentado nos primeiros nove meses do ano, a taxa de ocupação está a cair, fruto da cada vez maior oferta no país.

No final de setembro, a taxa de ocupação média era de 48,9%, abaixo dos 49,7% que eram registados em igual período do ano passado. Significa isto que mais de metade das camas disponíveis para turistas está por ocupar.

Ao mesmo tempo, e a confirmar a preocupação levantada pelos hoteleiros, a rentabilidade está a desacelerar, chegando mesmo a cair em Lisboa e na Madeira, duas das principais regiões turísticas. O rendimento médio por quarto disponível fixou-se em 51,8 euros no conjunto dos nove primeiros meses, uma subida de 1,7% em relação a igual período do ano passado.


Raio-x aos indicadores turísticos

O setor do turismo resistiu às quebras de alguns dos principais mercados emissores e continua a crescer este ano, apesar das condições adversas. Mas o abrandamento é notório e a taxa de ocupação está a cair.

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