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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Angola vai continuar a ser um país privilegiado para as empresas portuguesas investirem.

A opinião é de João Traça, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola.
 
Que impacto terão as recentes declarações do Presidente angolano nas empresas portuguesas?
 
 É cedo para dizermos se o cenário vai ser melhor ou pior. Há uma clara intenção do Governo em mudar a legislação de investimento privado e só quando virmos essas alterações é que vamos saber. As questões políticas não são relevantes para o relacionamento das empresas portuguesas com Angola.
 
O que poderá prejudicar os empresários portugueses?
 
O governo angolano tem noção que é preciso criar uma perceção de mudança como forma de atrair investimento. E tem estado a fazer o que considera ser melhor. O processo de variação cambial e depreciação da moeda não é bom para as empresas portuguesas, mas era algo inevitável para o crescimento da economia angolana.
 
Os empresários portugueses em Angola estão desmoralizados?
 
 Há de tudo: os que dizem que vão reinvestir, os que vão esperar para ver e os que deixaram de ver Angola como oportunidade para investir. Angola vai continuar a ser um país privilegiado para as empresas portuguesas investirem. A diversificação da economia angolana é uma enorme oportunidade. É um mercado onde as empresas portuguesas se vão manter.
 
O Presidente avisou que vai rever os contratos que lesam o Estado angolano. Terá implicações para as empresas portuguesas?
 
A revisão dos contratos poderá, em última instância, afetar empresas de vários setores, sendo que não é claro ainda o verdadeiro alcance desta medida.
 
A China destronou Portugal nas importações angolanas. São más notícias?
 
Portugal tem de ser um fornecedor de Angola na primeira linha. As empresas portuguesas também devem ter essa ambição. As relações precisam de um reforço da confiança dos empresários portugueses no futuro de Angola.

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