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O FMI prevê para a Argentina, um pacote de cerca de 42,8 mil milhões de euros nos próximos três anos.

O ministro das Finanças argentino afirmou esta quarta-feira que o país necessitará no próximo ano de um financiamento adicional de oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) ao crédito a conceder pelo Fundo Monetário Internacional.

 

Ouvido em comissão parlamentar para analisar o acordo com o FMI, que prevê um pacote de 50 mil milhões de dólares (cerca de 42,8 mil milhões de euros) de ajuda financeira nos próximos três anos, o ministro Nicolás Dujovne assegurou que este empréstimo não aumentará o endividamento, substituindo dívida de mercado – “cara e volátil” por dívida do FMI, mais “estável e barata”.

 

Ante as perguntas da oposição que questionou sobre a sustentabilidade do endividamento, Dujovne insistiu que o Governo promoverá o ajuste fiscal e sairá do “vermelho” – no défice primário – em 2020, pelo que se mostrou “absolutamente convencido” de que a situação é sustentável e a Argentina continuará solvente.

 

Quanto a uma eventual política para começar a resgatar a dívida a curto prazo emitidas pelo país, o ministro alegou que faz “falta um mercado mais líquido”, pelo que agora o Executivo pensa em fazê-lo de “forma sistemática”, porque não quer emitir mais dívida do que a necessária.

 

O objetivo da recorrer ao FMI, segundo o ministro, é evitar uma nova crise financeira, argumentando que a alternativa era a que foi tomada em outras ocasiões similares no país, com a restrição à compra de divisas ou o pagamento da dívida.

 

Nicolás Dujovne salientou que a economia argentina está em crescimento há sete trimestres consecutivos (até ao primeiro trimestre deste ano) e ainda que a tendência tenha sido interrompida por dificuldades económicas, a nação voltará a crescer “muito em breve”.

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