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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A saída do Reino Unido da União Europeia tem obrigado as empresas a fazer contas. O país liderado por Boris Johnson é o quarto maior cliente dos bens nacionais, com as vendas em 2018 a ultrapassarem os 3,6 mil milhões de euros.

É por isso que a saída dos britânicos da UE preocupa os empresários, já que o Brexit deverá levar a uma quebra das exportações na ordem dos 15%. Mas há setores que podem vir a sofrer mais.

 

Têxtil

A indústria têxtil será das mais afetadas. A Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal começou a sentir os efeitos do referendo logo em 2016. O setor tem perdido anualmente entre 4 e 5% de quota de mercado, quase 70 milhões de euros. A ATP prevê que este ano a quebra seja semelhante.

 

Turismo

No turismo, regiões como o Algarve e a Madeira deverão sofrer o maior golpe. A desvalorização da libra nos últimos dois anos já fez com que o Algarve registasse uma quebra de turistas britânicos de 8,5%, em 2017, e 16,1%, em 2018.

 

Vinho do Porto

O adeus dos britânicos também está a fazer estremecer as empresas de vinho do Porto, que em muitos casos exportam mais de 20% da sua produção para o Reino Unido. Os empresários admitem que para contrariar os efeitos do Brexit poderão ser obrigados a subir os preços. Há marcas, como Taylor's e Fonseca, que aumentaram os stocks de vendas para três meses de modo a prevenir o possível impacto de novas tarifas.

 

Região Norte

No que toca à indústria, as regiões mais ameaçadas pelo Brexit estão no Norte. Segundo um estudo da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, Tâmega e Sousa e Alto Minho poderão sofrer consequências graves, como despedimentos.

 

Automóvel

No Minho há 29 empresas dependentes das vendas para o Reino Unido. O fabrico de componentes automóveis deverá ser o setor mais vulnerável.

 

Existem, segundo a AICEP, 26 empresas nacionais que só exportam para o Reino Unido.

 

Exportadoras

São mais de 220 as empresas nacionais em risco, pois dependem do Reino Unido para metade das suas vendas ao estrangeiro. O Norte contribui com mais de 50% das vendas do país para o mercado britânico.

 

Apoio

O Governo criou uma linha de crédito de 50 milhões de euros para empresas com exposição ao Brexit.

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