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A Hertz Ride, a operar no segmento de mototurismo, prevê faturar em 2018 um milhão de euros, no âmbito da sua expansão este ano para Itália.

A ‘portuguesa’ Hertz Ride, a operar no segmento de mototurismo, prevê faturar em 2018 um milhão de euros, no âmbito da sua expansão este ano para Itália, depois das operações em Portugal, Espanha e França.

 

A previsão é do presidente executivo da Hertz Portugal, Duarte Guedes, que explicou à agência Lusa que a Hertz Ride foi criada há quatro anos para ocupar um espaço vazio, incluindo no gigante do rent-a-car Hertz, o aluguer de motas para turistas.

 

É a empresa nacional Hipogest, que gere, em franchising, a rent-a-car Hertz há 20 anos em Portugal, e que garante a operação de percursos turísticos em duas rodas, a Hertz Ride, em quatro países e com planos de expansão em 2019 para os Estados Unidos.

 

“Decidimos fazer o piloto (de tours de motos) em Portugal, mas desde cedo percebemos, até porque alguns de nós são ‘motards’, que não se podia tratar este negócio dentro do rent-a-car clássico, porque é um produto muito mais emocional do que um carro”, notou o CEO, referindo que se o projeto fosse só desenvolvido em Portugal “provavelmente seria abandonado”.

 

“A partir do momento em que fomos convidados para Espanha e começámos a ver que havia apetite por este produto lá fora e que da parte da Hertz não se oporiam a que o parceiro português se fosse expandido por esse mundo fora, nós pensámos: é um nicho, mas é um nicho que pode ter escala global”, relatou Duarte Guedes.

 

A Hertz Ride faturou em 2017 “cerca de 300 mil euros”, acrescentou o responsável, explicando que depois da primeira internacionalização para Espanha, seguiu-se o convite da Hertz França e que este mês começa a operação em Itália. Ao todo a operação inclui cerca de 250 motos, ou seja, “a maior frota da BMW a nível europeu deste segmento”.

 

“É um nicho, mas tem tido grande aceitação por ser um produto muito emocional e diferenciador para a marca (Hertz), e é muito importante para nós, grupo Hipogest, sermos nós a conduzir internacionalmente o negócio que nós montámos”, disse à Lusa.

 

Duarte Guedes prevê que a expansão seja feita pela entrada direta do grupo, ou através de ‘subfranchising’ da marca, com os portugueses encarregues de construírem as rotas, dos sites, reservas e do marketing, enquanto os licenciados operam a frota de motos.

 

Em Portugal, o perfil de cliente passa por turistas internacionais, habituados a este tipo de viagens, com uma idade superior a 40 anos, além do “utilizador local do segmento retornados”, que são ‘motards’ que abandonaram as duas rodas quando formaram família, mas que não perderam a paixão.

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