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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O 14º encontro nacional da COTEC, sob o lema ‘Inventar o futuro’, quis lançar pistas para descobrir o caminho do que se segue em termos de inovação.

O encontro, aberto pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral – que elencou os números mais significativos que enquadram a macroeconomia conjuntural e enquadram uma recuperação inesperada – serviu para mostrar, por um lado, que a inovação é uma ferramenta distintiva em termos de sucesso empresarial e, por outro, é um caminho que importa não parar.

Desde logo, como disseram vários intervenientes no encontro – Francisco Lacerda, presidente da COTEC, e Jorge Portugal, diretor daquele organismo – a inovação, ao induzir desenvolvimento, cria novos empregos, mais bem pagos e capazes de produzir (por via dos impostos, desde logo) uma mais justa repartição da riqueza, é o caminho certo para a economia portuguesa.

 

Depois da intervenção de Roland Kupers, professor universitário, ter explicado a importância de a inovação ser encarada como fundamental – tendo explicado que a resiliência é a chave para aumentar a perenidade dos seus benefícios – o encontro serviu para a COTEC dar a conhecer um estudo sobre a matéria.

 

O estudo tem como objetivo dar a conhecer um conjunto de medidas para estimular a inovação nas PME e foi feito com base num conjunto de 203 empresas com resultados auditados pelo Innovation Scoring (ferramenta de autodiagnóstico de práticas de inovação disponibilizado pela COTEC) e que, para os anos entre 2013 e 2105, tivessem atingido pelo menos 400 pontos (em mil).

 

O estudo isolou um conjunto de propostas que permitiriam potenciar e incentivar toda a cadeia de desenvolvimento da inovação empresarial como fator determinante para o desenvolvimento. Desde logo, as PME mais inovadoras agregam-se sob os efeitos benéficos de algumas características importantes: “têm uma estratégia de inovação clara, sustentada e agregadora, analisam a sua envolvente, integrando os resultados dessa análise na sua definição estratégica, planeiam e executam a estratégia de inovação definida; promovem uma cultura e um estilo de liderança propícios à inovação, entre outras.

 

Mais, essas PME de topo definem processos para operacionalizar a sua estratégia; configuram a sua organização para inovar recorrentemente e desenvolvem atividades transversais para inovar recorrentemente, diz ainda o estudo. É neste quadro que se percebe como lógico o facto de as melhores PME “apresentarem melhores performances económico-fianceiras que as apresentadas globalmente pelos restantes segmentos de análise em estudo”.

 

A aposta no desenvolvimento continuado destas empresas – mesmo num cenário em que passariam à fase posterior, ou seja, deixariam de ser PME e estariam no caminho para se tonarem grandes empresas – teria efeitos cujos benefícios seriam transversais a toda a economia e, nesse quadro, a todo o país. “O impacto estimado para o VAB nacional (variação agregada até 2020), decorrente do crescimento de empresas não financeiras varia entre 0,5% e 2,8% do total nacional em 2015, dependendo do cenário”, diz ainda o estudo.

 

Para promover o crescimento e inovação do tecido empresarial português, “identificámos oito medidas promotoras da colaboração e articulação, formal ou informal, entre empresas e outros agentes económicos, da capacitação dos recursos e do acesso a novas e diferentes fontes de financiamento, incentivando a capitalização das empresas”.

 

Fazem parte deste quadro: potenciar as associações setoriais enquanto dinamizadoras da inovação; criar condições para que os incentivos financeiros do Portugal 2020 cheguem a um espetro mais alargado de empresas; criar um programa de estágios profissionais direcionados para funções de inovação; promover o crescimento inorgânico (por via de fusão e aquisições); e criar um mercado de capitais direcionado para PME em fase de expansão, com condições de listagem simplificadas, não descurando a existência de mecanismos de estímulo à confiança de empresas e investidores, entre outros.

O encontro será visitado, durante a tarde, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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