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A low cost easyJet, cujo director para Portugal, José Lopes, se queixou na sexta-feira que devido aos constrangimentos do Aeroporto de Lisboa há dois verões consecutivos (2018 e 2019) que a companhia tem “crescimento zero” no Aeroporto Humberto Delgado afinal aumentou a capacidade em 6% na época baixa.

José Lopes, em declarações à agência Lusa disse que a companhia aumentou no país a capacidade em 10% no Inverno, entre 1 de Outubro de 2018 e 31 de Março de 2019, que corresponde ao primeiro semestre do exercício fiscal de 2019 da empresa, e teve um aumento de passageiros em 8%, alcançando um total de 2,99 milhões.

 

Em ambos os casos, a easyJet ficou aquém em Portugal da média da sua rede, pois fez um aumento de capacidade em 14,5%, para 46,2 milhões de lugares, e teve um aumento de passageiros em 13,3%, para 41,6 milhões.

 

“Apesar das fortes restrições” ao crescimento no Aeroporto de Lisboa, a companhia aumentou ali a capacidade em 6% no período – através do “aproveitamento inteligente” de alguma capacidade residual de slots em horas menos sobrecarregadas e do reforço de capacidade das aeronaves operadas – o que lhe permitiu crescer em 5% os passageiros transportados, afirmou José Lopes, que realçou: “passámos, pela primeira vez, a fasquia dos 1,8 milhões de passageiros no aeroporto Humberto Delgado” (clique para ler: easyJet ‘fixa’ prazo para evitar 3º Verão seguido de “crescimento zero” no Aeroporto de Lisboa).

 

Já no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, o crescimento foi de 12% quer em capacidade quer em passageiros, tendo, também pela primeira vez, sido ultrapassada a fasquia dos 800 mil passageiros no semestre, com um total de 831 mil transportados na primeira metade do ano fiscal.

 

“O Porto não tem os constrangimentos de Lisboa e tem margem de progressão”, afirmou à Lusa o director da easyJet para Portugal, adiantando que “o aumento de capacidade para o próximo Verão e próximos anos vai ser bastante grande” no aeroporto Francisco Sá Carneiro.

 

Para o Aeroporto de Faro, onde a easyJet foi durante vários a maior companhia, tendo depois sido ultrapassada pela Ryanair, José Lopes indicou que no âmbito da “aposta” que tem vindo a fazer “no esbatimento da sazonalidade no Algarve”, a companhia aumentou a oferta em 21% neste Inverno, em cima de um crescimento em 15% no Inverno do ano passado.

 

“Nos últimos dois invernos a easyJet aumentou a sua capacidade no Algarve perto de 40%”, salientou José Lopes, avançando que o semestre fechou com “mais de 625 mil passageiros transportados em Faro”.

 

“Foi a primeira vez que a easyJet ultrapassou os 600 mil passageiros no Inverno naquele aeroporto. É algo que nos orgulha bastante e que iremos continuar a trabalhar”, sustentou.

 

Na Madeira, a companhia aumentou a oferta em 4%, “com enfoque nas rotas domésticas desde Lisboa e Porto para o Funchal”, e o número de passageiros transportados em 2%, para cerca de 307 mil.

 

Relativamente a novas rotas, o director da easyJet para Portugal recordou o recente lançamento da ligação entre o Porto e Málaga e a nova rota, a partir de Junho, do Porto para Bordéus.

 

“Estamos constantemente a analisar oportunidades de novas rotas, mas o mais importante é consolidar e melhorar as rotas que já operamos”, afirmou, destacando que a easyJet pretende “continuar a consolidar os mercados que servem a emigração” portuguesa: França, Suíça, Luxemburgo e Alemanha.

 

A este propósito, José Lopes reiterou o apelo para que a ANA – Aeroportos de Portugal “dê a mão” à easyJet e “baixe as taxas nos aeroportos nacionais”.

 

“O pedido que reiteradamente faço é que o operador aeronáutico acompanhe a easyJet, que tem vindo a baixar preços para continuar a estimular o crescimento no mercado português, e baixe as taxas nos aeroportos nacionais, para que seja possível continuarmos a ter um produto competitivo, especialmente com este shift [mudança] que começámos a ver com a retoma dos destinos tradicionais do Leste do Mediterrâneo”, rematou.

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