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A revisão em alta face à estimativa de crescimento de 2,8% em 2018 calculada anteriormente.

O Banco Mundial (BM) reviu hoje em alta as estimativas de crescimento global para 3,1% em 2018.
 
A revisão em alta face à estimativa de crescimento de 2,8% em 2018 calculada anteriormente é impulsionada por uma atividade económica superior à prevista em 2017, que cresceu 3% contra 2,7% antecipado há seis meses, indica o relatório semestral “Perspetivas Económicas Globais” do BM, hoje divulgado.
 
“O crescimento mundial é mais forte do que o que tínhamos previsto”, declarou terça-feira à agência AFP Ayhan Kose, economista do Banco Mundial, que sublinhou que o aumento afetará todas as regiões do mundo, a começar pelos “três grandes”:
 
Estados Unidos, Zona Euro e Japão. Segundo as novas estimativas, em 2018 os Estados Unidos deverão acelerar o crescimento económico para 2,5%, contra os 2,2% estimados em junho, e o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro deverá crescer 2,1% e o do Japão 1,3%.
 
Os dois grandes países emergentes Brasil e Rússia, que em 2017 retomaram o crescimento (1,7% e 1%) depois de dois anos de recessão, deverão continuar a recuperar com estimativas de aumentos do PIB de 1,7% e 2% em 2018, respetivamente.
 
A China deverá continuar a sua “desaceleração estrutural”, mas a crescer mais de 6%, com um aumento estimado de 6,4% em 2018 e de 6,3% em 2019, adianta o documento.
 
Por outro lado, a América Latina vai acelerar o crescimento para 2% em 2018, depois de ter atingido 0,9% em 2017, graças ao impulso do Brasil, que se expandirá 2%, da Argentina, que crescerá 3%, e do México, que avançará 2,1%, todas estas economias com crescimentos acima dos verificados em 2017.
 
O relatório da principal instituição de desenvolvimento global sustentou que 2018 está a caminho de ser o primeiro ano desde a crise financeira no qual a economia global está a operar “em plena capacidade”.
 
Assim, o BM sublinha que as autoridades devem olhar “mais além” da política monetária e fiscal e adotar reformas que impulsem a produtividade, entre as quais recomendou as destinadas a melhorar a educação e a saúde de qualidade, e a rede de infraestruturas nos países em desenvolvimento.
 
O crescimento mundial é sustentado pelo investimento, o setor industrial e as trocas comerciais enquanto os países exportadores de matérias primas beneficiarão de uma estabilização dos preços destes produtos, explica o Banco Mundial.
 
“A retomada do crescimento mundial é encorajadora, mas o tempo não é para a auto satisfação”, avisa contudo o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.
 
O Banco Mundial considera que uma “mudança abrupta” das condições financeiras mundiais pode comprometer o crescimento e defende por outro lado que “a intensificação das restrições comerciais e o aumento das tensões geopolíticas poderia minar a confiança e a atividade” económica.
 
Estes comentários visam implicitamente a política comercial da administração Trump face à China nomeadamente bem como as tensões exacerbadas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

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