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CABEÇALHO

Os consumidores do Reino Unido gastaram mais em outubro do que no período homólogo do ano passado, apesar da incerteza política em torno das eleições legislativas e do Brexit.

Segundo os dados apresentados pelo British Retail Consortium (BRC) e pela KPMG, as vendas a retalho cresceram 0,6 por cento face aos valores observados em outubro de 2018. Esta é a taxa de crescimento anual mais alta desde abril.

 

Paul Martin, UK Head of Retail na KPMG, afirma que “após vários meses decepcionantes, qualquer pequena sugestão de crescimento é bem-vinda”, acrescentado que “os retalhistas têm tido clara dificuldade em conquistar o consumidores menos ativos, especialmente devido à incerteza face ao Brexit.”

 

Dados do Barclaycard, prestador de serviços de pagamento que gere quase metade da totalidade dos cartões de débito e crédito do Reino Unido, revelam que os gastos não essenciais aumentaram dois por cento em outubro face ao período homólogo de 2018.

 

Dentro da classe dos bens não essenciais, o aumento em 6,9 por cento da despesa em restaurantes e comida takeaway foi o mais acentuado, seguindo-se da despesa em bares e pubs, que se fixou nos 5,5 por cento.

 

Por outro lado, o crescimento da despesa em bens ou serviços essenciais foi bastante ténue, fixando-se em apenas 0,2 por cento. O fraco crescimento deve-se à queda de 3,9 por cento no consumo de combustíveis, atenuada pelo aumento da despesa em supermercados, de 1,5 por cento.

 

Segundo o Barclaycard, dois terços dos consumidores britânicos confessam que, embora se sintam pessimistas em relação ao estado da economia do Reino Unido, sentem-se confortáveis em relação às suas finanças pessoais à sua capacidade de viver dentro das suas possibilidades todos os meses.

 

Apesar dos resultados positivos de outubro, Helen Dickison, diretora executiva do BRC, afirma que “com o Brexit ainda por resolver e com as eleições de dezembro a criar novas incertezas, os retalhistas estão nervosos com os próximos meses”.

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