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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O livre-comércio em África é o principal tema dos encontros em Moscovo do Afreximbank, uma instituição que defende o fim das barreiras alfandegárias como condição para o crescimento económico.

Três semanas depois de ter entrado em vigor o acordo de livre-comércio continental, que inclui 24 países, o Afreximbank discute a diminuição das barreiras alfandegárias no contexto global e apela à abertura para combater o crescente nacionalismo.

 

"Perspetivas de multilateralismo numa era de protecionismo" é o tema dos 26.ºs encontros anuais do Afreximbank, o banco pan-africano com sede no Cairo que tem como principal foco o financiamento e promoção do comércio e investimento no continente.

 

Durante os dois dias de trabalhos públicos, representantes de vários países vão discutir questões como as relações sul-sul, o investimento ferroviário no continente, bem como a aposta na cibersegurança, entre outros temas.

 

O vice-presidente do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) disse à Lusa que as parcerias são a solução para os países africanos responderem ao aumento do protecionismo.

 

"O tema dos Encontros é 'Fomentando as Parcerias numa Era de Crescente Protecionismo', e é claro que onde vem o tema, conhecemos a geopolítica atual e as perturbações que isto causa ao comércio mundial e por isso a ideia é ver como podemos criar parcerias para combater esses eventos geopolíticos, principalmente nos países africanos, que já são afetados por tanta coisa", afirmou Amr Kamel.

 

"Vamos ter uma série de conferências e debates à volta da reunião principal, tentando debater o financiamento do comércio e como podemos potenciar a realização de negócios através da troca de pontos de vista", acrescentou o vice-presidente executivo com o pelouro do desenvolvimento dos negócios e banca corporativa.

 

No encontro, que conta com o apoio do Governo russo, será feito um balanço da cooperação Rússia-África.

 

Na sua primeira fase operacional, o acordo de livre comércio, que entrou em vigor a 30 de maio, visa eliminar as tarifas sobre 90% dos produtos de cada país, dinamizando o comércio entre as nações africanas, que agora é cerca de 17% do comércio total do continente, e em seguida será estendido aos serviços.

 

Uma vez operacional, esta será a maior área de livre-comércio no mundo, desde a fundação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, com 1,2 mil milhões de consumidores e um produto interno bruto (PIB) combinado de cerca de 3,4 mil milhões de dólares (3% do mundo).

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