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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O secretário-geral da ACAP acredita que o peso do mercado interno nos comerciais ligeiros possa subir e aponta o Brexit como uma oportunidade para Portugal captar fábricas automóveis que possam sair do Reino Unido.

A que fatores atribui a quebra no peso do mercado interno como destino da produção nas fábricas portuguesas?

Em primeiro lugar, 1994 foi o último ano antes do início da produção da Autoeuropa, a qual colocou Portugal no ranking dos países produtores de automóveis. Esta é uma indústria global e a instalação desta fábrica permitiu aumentar significativamente as nossas exportações até porque fabricava em exclusivo um modelo para todo o mundo. Nos comerciais, assistimos, entretanto, ao encerramento de unidades que produziam estes veículos.

Nalguns países existe um "orgulho" em comprar automóveis produzidos no próprio país, em Portugal isso não sucede. Porquê?

Essa situação poderá acontecer quando exista uma marca nacional, o que não é o caso de Portugal. Esse fenómeno está mais ligado à nacionalidade da marca do que ao local de produção.

 

O mercado nacional poderá recuperar peso como destino da produção?

No caso dos ligeiros de passageiros será difícil, mas nos comerciais ligeiros acredito que sim, que os valores possam aumentar. Mas tudo depende da escolha dos consumidores e empresas, dado que estamos no mercado aberto.

A abertura de novas fábricas poderia ajudar?

A instalação de novas fábricas seria sempre de saudar. E eu considero que o Brexit pode ser uma oportunidade para a indústria automóvel nacional e para o país. Temos condições para captar fábricas que se venham a deslocalizar do Reino Unido.

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