Paulo Portas falava a mais de uma centena de convidados durante uma visita à fábrica de metalomecânica da ALSTOM, na Mitrena, que vai investir 12,5 milhões de euros naquela unidade industrial e criar mais 55 postos de trabalho directos e 75 indirectos.
"Em tudo quanto é crítico para a decisão do investidor, temos de ser tão ou mais competitivos do que aqueles que concorrem connosco, porque as decisões de investimento não são tomadas em função da retórica; são tomadas em função de condições práticas", disse.
"Para que os investimentos venham para Portugal é importante a boa logística do nosso Pais, é importante que as leis laborais sejam amigas do investidor e da criação de riqueza e de postos de trabalho, é importante que as leis de concorrência assegurem mercados verdadeiramente concorrenciais", acrescentou.
O ministro Paulo Portas, que à chegada à fábrica da ALSTOM passou rapidamente por duas dezenas de elementos afectos ao SIT (Sindicato das Indústrias Transformadores e Energia) que protestavam contra a degradação das condições de vida dos portugueses, salientou também a importância das reformas que o governo PSD/CDS tem vindo a promover gradualmente, para aumentar a competitividade das empresas e do País.
"Se formos um País onde as leis laborais são flexíveis, onde a justiça funciona a favor da economia, onde a concorrência é efectiva, onde, apesar das dificuldades, há atractividade fiscal como a lei prevê para projectos concretos, nós estaremos - aproveitando a nossa logística e o facto de sermos um País tranquilo -, em condições de atrair investimento estrangeiro", disse.
Como explicou o presidente da ALSTOM Portugal, Ângelo Ramalho, o investimento que hoje foi anunciado em Setúbal visa criar condições físicas e técnicas para a "produção de condensadores e reaquecedores de vapor para as designadas ilhas convencionais de centrais nucleares".
De acordo com o responsável da ALSTOM, trata-se de um projecto que vai arrancar em maio próximo, estando o início de produção previsto para daqui a um ano.
Ângelo Ramalho disse ainda que a primeira entrega só deverá ter lugar em finais de 2014 e que, com este investimento, a empresa espera ter um acréscimo do volume de vendas na ordem dos 40 milhões de euros por ano.