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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Em Portugal existiam 8 275 filiais de empresas estrangeiras, em 2019, que empregavam cerca de 553 mil pessoas, representando, respetivamente, 1,9% e 17,0% do total das sociedades não financeiras. Contudo, entre as grandes empresas, as filiais estrangeiras representaram quase 40% do total desta categoria e 43% do pessoal ao serviço, segundo dados do Instituto Nacional de estatística (INE), divulgados esta terça-feira.

As “Estatísticas da Globalização – Filiais das Empresas Estrangeiras” mostram ainda que, em termos médios, cada filial empregava 67 pessoas, em 2019, valor muito superior ao das sociedades nacionais (6 pessoas).

 

O VAB (Valor Acrescentado Bruto) das filiais estrangeiras em Portugal atingiu 25,4 mil milhões de euros, aumentando 10,4% em 2019, acima do crescimento observado nas sociedades nacionais (+4,3%). Em 2019, o VAB das filiais estrangeiras correspondeu a 26,3% do total do setor empresarial. No mesmo ano, o peso destas empresas no total das exportações de bens ascendeu a 39,9%.

 

Do VAB gerado pelas filiais, 75,0% respeitava a sociedades de entidades sediadas em países da União Europeia.

A produtividade aparente do trabalho, os gastos com pessoal por pessoa ao serviço e a remuneração média mensal por pessoa ao serviço das filiais estrangeiras foi, em média, superior em 70,6%, 52,6% e 39,7% às observadas nas sociedades nacionais, atingindo respetivamente 45 245 euros, 26 100 euros e 1 401 euros, em 2019.

 

Comparando filiais com sociedades de nacionais por dimensão, observa-se que as diferenças não são tão acentuadas quando se consideram os valores respetivos para as empresas de maior dimensão e são, pelo contrário, muito acentuadas no caso das micro e pequenas empresas.

 

Em 2019, as exportações de bens das filiais estrangeiras (ver caixa) cresceram de forma mais acentuada que as das sociedades nacionais (+6,7% face a +1,6%). Contudo, entre janeiro e setembro de 2020, período que reflete os efeitos da pandemia COVID-19, as filiais estrangeiras têm revelado um comportamento mais negativo (-16,6%) que as sociedades nacionais (-10,0%).

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