AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO




O abrandamento económico na Europa está a levar as agências publicitárias a entrarem em mercados de mais rápido crescimento, provocando uma onda de aquisições no Brasil, Rússia, Índia e China, com WPP e Publicis a concorrem pela compra de agências locais.

No entanto, com o risco de desaceleração a alastrar também às economias dos BRIC, os principais players do setor estão a aprofundar o seu alcance nos mercados emergentes, estabelecendo acordos em países como a Malásia, Turquia, Indonésia e Paquistão. O objetivo consiste em reforçar o volume de negócios, sublinha a agência Bloomberg.
O desafio que se coloca às agências passa por identificar mercados e alvos de takeover pouco afetados pela quebra provocada pela crise da divida soberana na Zona Euro. Acresce que WPP e Publicis, as duas maiores agências de publicidade na região, correm o risco de gastar mais do que deviam, depois de a série de aquisições nos BRIC ter elevado os preços, potencialmente diluindo os benefícios da expansão.

As equipas de gestão lideradas pelos CEO da WPP, Martin Sorrell, e da Publicis, Maurice Levy, estão a apostar na procura dos mercados emergentes para reanimarem a cotação das ações das duas empresas, que desvalorizaram mais de 10% nos últimos três meses, com a intensificação da crise europeia a ameaçar o crescimento à escala global. Neste quadro, a francesa Publicis avançou, em abril, que o crescimento das vendas vai desacelerar no presente trimestre, penalizado pela redução do investimento publicitário dos seus clientes.