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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Nos próximos dois anos (2021-2022), as empresas pretendem recrutar 345 584 trabalhadores, o que corresponderá a um acréscimo bruto de 10,8% do seu pessoal ao serviço, segundo dados do Inquérito à Identificação das Necessidades de Qualificações nas Empresas (IINQE), elaborado pelo Insitituto Nacional de Estatística (INE) em colaboração com a ANQEP e a DGEEC.

Os resultados deste inquérito mostram ainda que dos trabalhadores a recrutar, 49,9% deverão ter curso de ensino não superior (profissional), 32,2% curso de ensino superior e para 17,9% não é apontado um nível de qualificação específico.

 

Essas intenções de recrutamento correspondem a aumentos brutos de 17,8% de trabalhadores com curso de ensino superior e de 9,1% dos trabalhadores sem qualificações de nível superior.

 

Não obstante o contexto da pandemia, as qualificações de nível não superior mais indicadas pelas empresas nas suas necessidades de recrutamento foram Empregado/a de restaurante/bar (9.º ano + certificação profissional), Técnico de comércio (12.º ano + certificação profissional) e Técnico/a de restaurante/bar (12.º ano + certificação profissional), correspondendo a 9,0%, 6,4% e 5,9% do total de trabalhadores a recrutar com este nível de qualificação, respetivamente.

 

Por sua vez, os cursos de ensino superior mais referidos foram Engenharia informática, de computadores, telecomunicações e sistemas de informação; Engenharia de software e sistemas de informação e Gestão comercial e vendas (11,5%, 6,7% e 6,3% do total de trabalhadores com qualificação de nível superior, respetivamente).

 

Em 2020, cerca de 71% das qualificações em que se registam dificuldades de recrutamento não requeriam mais que cursos de ensino não superior (profissional), sendo as mais referidas Pedreiro/a, Empregado/a de restaurante/bar e Eletricista de instalações.

 

Cerca de 27% das dificuldades de recrutamento, assinaladas ao nível do ensino superior, corresponderam às áreas de Engenharia civil e do ambiente, Administração e gestão de empresas e Turismo.

 

Sobre este inquérito, o INE esclarece que o período de resposta eletrónica iniciou-se a 13 de março passado, ou seja uma semana antes da declaração do estado de emergência e prolongou-se até ao final de junho. Assim, embora a taxa de resposta tenha sido relativamente elevada (73,2%), os resultados obtidos devem em parte refletir o ambiente excecional que a atividade económica tem enfrentado.

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