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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Governo deverá fechar ainda no primeiro trimestre deste ano um documento com os municípios para melhorar o acolhimento do investimento estrangeiro, anunciou hoje o secretário de Estado da Internacionalização.

O protocolo prevê uma aproximação dos municípios “enquanto parceiros fundamentais no acolhimento do investimento”, prevendo a sinalização de oferta de áreas de acolhimento empresarial e da qualificação dessas áreas, bem como da preparação de dossiês de investimento, afirmou o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, que falava à agência Lusa após uma reunião na sede da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Coimbra.

 

“Nós temos de trabalhar o acolhimento do investimento estrangeiro a partir do nosso território. O investimento vem para locais concretos onde são necessários um conjunto de atributos de utilização, desde as ‘utilities’, como a água e eletricidade, até às questões de licenciamento da própria edificação”, explanou o governante.

 

Nesse sentido, os municípios “são parceiros fundamentais”, estando o Governo a trabalhar “o conhecimento de oferta de localizações empresariais dos municípios” e a qualificação desses territórios e desses mesmos parques.

“É muito importante quando falamos com um investidor estrangeiro podermos dar-lhe as opções de localização que são opções de localização qualificadas”, vincou o secretário de Estado.

 

De acordo com Eurico Brilhante Dias, o protocolo entre a ANMP, a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) Portugal Global e AICEP Global Parques foi hoje lançado e o documento deverá estar finalizado ainda durante o primeiro trimestre.

 

Entre hoje e quinta-feira, Eurico Brilhante Dias visita “um conjunto de empresas exportadoras” nos distritos de Coimbra e Viseu “para perceber quais as estratégias de internacionalização” e de que forma o Governo pode ajudar.

 

Na quinta-feira, o membro do Governo tem também uma reunião com o Politécnico de Viseu e, ao final do dia, conversa com associações empresariais da região Centro, onde se vai procurar “debater o desenvolvimento desta região e de como é que a internacionalização pode ser útil”.

 

Face ao flagelo dos incêndios que afetou fortemente esta região em 2017, Eurico Brilhante Dias considera que a internacionalização das empresas “pode ser útil” para um renascer dos territórios.

 

“Queremos ter uma aproximação que permita captar emprego, que permita captar investimento gerador de emprego para um futuro mais risonho”, sublinhou, considerando que, nesse sentido, o investimento direto estrangeiro poderá ter “um papel muito importante”.

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