AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO




O presidente da Agência para Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) disse à Lusa que Portugal quer consolidar junto das autoridades da China o potencial do país como plataforma (`hub`) para o investimento chinês.

Pedro Reis falava à Lusa no âmbito da viagem à China que a comitiva presidida pelo ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas realiza entre 01 e 08 de julho.

 

Esta comitiva, na qual estará também o presidente da AICEP, integra cerca de seis dezenas de empresas portuguesas.

"Esta viagem reveste-se da maior importância para a internacionalização da economia portuguesa, que encara a China como um mercado fulcral", afirmou Pedro Reis, citando a entrada da State Grid e da Three Gorges nos capitais da REN e EDP, respetivamente.

 

Estas entradas "representam um salto histórico na abertura de dois mercados nos dois sentidos. Ao entrarmos no radar do investimento chinês, que olha Portugal não apenas como um mercado doméstico, mas sim como uma plataforma para União Europeia e para o mercado da Lusofonia, quero acreditar que Portugal ganhou uma dimensão própria para a internacionalização da própria economia chinesa".

 

É com esse "objetivo que queremos consolidar junto das autoridades chinesas, isto é, o potencial de Portugal como `hub` para o investimento chinês", salientou o executivo.

 

Por outro lado, "queremos abrir mais caminho para as empresas portuguesas, em todos os setores da atividade económica".

Em relação a Macau, Pedro Reis adiantou que Portugal quer "claramente consolidar as oportunidades de negócios decorrentes da Lusofonia, alicerçadas na presença do Fórum Macau", sendo que esta região autónoma "pode também representar uma porta de entrada para o mundo de Cantão, que é o coração industrial da China".

 

No programa estão agendados um seminário económico, em Pequim, e reuniões bilaterais entre empresas portuguesas e chinesas promovidas pela AICEP, as quais serão "o ponto forte" desta viagem.

 

Empresas como BES, BCP, Barclays, CGD, Bial, PT Investimentos Internacionais, REN, Simoldes, Dão Sul, EFACEC, PLMJ ou EDP Internacional integram a comitiva.

 

Questionado sobre o aumento das exportações portuguesas para a China no primeiro quadrimeste do ano, que aumentou 200 por cento, para 301 milhões de euros, Pedro Reis explicou que esse crescimento não é ocasional, já que tem havido uma subida constante das vendas, um sinal que considerou "positivo".

 

Em relação aos setores que impulsionam este aumento das exportações, o presidente da AICEP assinalou áreas como as de veículos automóveis, pastas celulósicas e papel, instrumentos de ótica e precisão, entre outros, apontando também as vendas de produtos alimentares, agrícolas ou matérias têxteis.

 

"Um bom sinal deste aumento nas exportações para a China é que se dá em vários setores e não apenas em um ou dois".

As empresas exportadoras portuguesas para o mercado chinês têm vindo a aumentar nos últimos anos.

 

"Estou convencido que com o esforço de internacionalização da economia portuguesa teremos mais empresas exportadoras em 2012. Acredito que no final do ano mais empresas terão exportado para China do que em 2011".

 

Questionado sobre as expetativas em relação a esta viagem, Pedro Reis concluiu: "Acredito que vamos dar corpo e conseguir resultados concretos no aumento do comércio bilateral entre os dois países".