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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Web Summit avança que numa mão-cheia de anos de evento cabem 100 mil milhões de dólares que foram entregues às start-ups. A organização junta investidores e start-ups.

As start-ups que estiveram presentes nas últimas cinco edições do Web Summit angariaram 100 mil milhões de dólares – o equivalente a 89,6 mil milhões de euros – de acordo com os números preliminares revelados pelo CEO do evento, Paddy Cosgrave, em declarações ao Negócios.

A organização ainda está a fazer a triagem e a certificar-se dos dados, mas este é o número que encabeça o mais recente levantamento. Este verão, em declarações à Lusa, a organização já tinha avançado que as empresas portuguesas que estiveram presentes na primeira edição em Lisboa, que decorreu em 2016, passaram por 41 rondas de investimento e nelas levantaram mais de 67 milhões de dólares [quase 60 milhões de euros] em financiamento. Na altura, o Web Summit considerou este número como "uma prova do potencial de negócios do evento e da contribuição para a economia portuguesa".

Este ano, de acordo com os números divulgados pela organização no dia do arranque, o Web Summit vai receber 70.469 participantes de 163 países. Do número total de participantes, já anteriormente o WS havia especificado que contava com 1300 investidores e 1800 start-ups.

O encontro entre ambas as partes é promovido pela organização em diversos momentos e recorrendo, sobretudo, a ferramentas tecnológicas.

A aplicação do Web Summit é utilizada para fazer o cruzamento entre as informações que tem de cada participante e do perfil dos investidores de forma a promover os encontros mais produtivos para ambas as partes. Enquanto este cruzamento normalmente fica a cargo de planeadores de eventos profissionais, a equipa do Web Summit preferiu desenhar a aplicação com a ajuda de físicos da área informática, técnicos de estatística aplicada e engenheiros. Estes algoritmos consideram 414 variáveis antes de determinar a melhor correspondência, a partir da qual são marcadas reuniões de 15 minutos entre as empresas e os investidores.

Por fim, existem ainda quatro momentos nos quais as start-ups sobem ao palco e podem evidenciar-se: o pitch, breakout start-ups, startup showcase e machine demo.


As caras por detrás dos grandes investimentos

 

Entre os 1300 investidores que são esperados no recinto do Web Summit este ano, existem alguns que se destacam pelo seu historial. O Negócios apresenta três exemplos.

Reshma Sohoni,

"Managing partner" da Seedcampeshma Sohoni fez parte da equipa fundadora da Seedcamp em 2007. Este fundo de investimento já apoiou mais de 285 empresas, de acordo com os números cedidos pela organização do Web Summit. Entre as apostas mais conhecidas do público estão a "fintech" Revolut, a TransferWise e a UiPath. Paralelamente, foi vendendo empresas como a Stuflix, que foi comprada pela GoPro, e a Holvi, que passou para as mãos do BBVA. Em 2018, a Seedcamp fechou um quarto fundo no valor de 60 milhões de dólares.

Saul Klein,
"Partner" fundador da LocalGlobe
Saul Klein aparece na lista de investidores de destaque pela visão que sugere o seu currículo. Klein foi o primeiro investidor institucional a apostar na Improbable, uma empresa britânica de simulações em realidade virtual que conseguiu angariar, posteriormente, 500 milhões de dólares junto do japonês Softbank, em 2017. De seguida, conseguiu elevar a respetiva avaliação para 2 mil milhões de dólares. O Skype é outro dos investimentos marcantes de Klein.

Par-Jörgen Pärson,
"Partner" da Northzone
Este investidor sueco tornou-se emblemático pelo dinheiro que conseguiu amealhar após a venda de duas das empresas em que investiu. Pärson foi o primeiro a investir no Spotify fora do círculo fundador, um investimento que lhe devolveu mil milhões de dólares para um dos seus fundos na altura em que a empresa de "streaming" entrou em bolsa, em abril de 2018. No mesmo ano, passado um mês, o investidor vendeu a "fintech" sueca iZettle à PayPal por 2,2 mil milhões de dólares.

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