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A LVMH – Louis Vuitton Moet Hennessy vai comprar a Belmond, dona de hotéis de luxo como o Reid’s Palace, na Madeira, por um valor de 3,2 mil milhões de dólares, com o intuito de fortalecer o seu perfil na hospitalidade de luxo.

A empresa por trás de marcas como Louis Vuitton e Christian Dior é já detentora de unidades hoteleiras, como o Cheval Blanc e o resort de ski Courchevel, em França, bem como os hotéis Bvlgari. Este será o maior negócio da LVMH após ter gasto 4,3 mil milhões de dólares em 2011 para adquirir a Bvlgari, e 6,5 mil milhões de dólares em 2017 para ganhar controlo absoluto sobre a Christian Dior.

 

A propósito da compra, Jean-Jacques Guiony, CFO da LVHM, atesta que a empresa vai “atingir massa crítica no mundo dos hotéis de luxo com uma única aquisição”. “A prioridade é desenvolver e melhorar a rentabilidade destas marcas excepcionais e fomentar a complementaridade com as marcas do grupo LVHM”, acrescentou. O CFO da LVHM acredita que “o futuro do segmento de luxo está em bens de luxo e em experiências e luxo”.

 

A LVMH está a oferecer 25 dólares por acção pela Belmond, num acordo que deve estar concluído no primeiro semestre de 2019. Vai valorizar o capital próprio da Belmond em 2,6 mil milhões de dólares e o grupo, incluindo a dívida, em 3,2 mil milhões de dólares. Nos 12 meses até 30 de Setembro de 2018, a Belmond registou um EBITDA ajustado de 140 milhões de dólares, somando receitas de 572 milhões de dólares.

 

A Belmond é dona, total ou parcialmente, ou gere 46 hotéis de luxo, restaurantes, comboios e cruzeiros fluviais, a operar em 24 países. Além do Reid’s Palace, localizado no Funchal, no portefólio da Belmond constam propriedades como o Hotel Cipriani em Veneza, o Hotel Splendido em Portofino, o Copacabana Palace no Rio de Janeiro, Maroma Resort & Spa no México e o Grand Hotel Europa em São Petersburgo, entre outros.

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