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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Estamos a entrar no Ano Novo Chinês, o Ano do Rato, que, de acordo com a cultura chinesa, significa que vamos começar um ano de prosperidade, oportunidade e renovação, três pilares que podem significar bons auspícios para a relação entre Portugal e China.

Nunca a ligação entre estes dois países foi tão produtiva ou teve tanto potencial como agora. Relativamente ao comércio, por exemplo, poderíamos destacar que, nos primeiros nove meses de 2019, Portugal exportou produtos no valor de 1,54 mil milhões de euros para a China, volume que, segundo o Presidente da Aicep, Luís Castro Henriques, “continuará a crescer, apesar da incerteza”.

 

O contexto internacional também se apresenta benéfico. Depois dos últimos meses de tensões comerciais, os esforços de Pequim indicam que se estão a tornar menos dependentes dos Estados Unidos e estão a priorizar as suas relações diplomáticas com a Europa, o que poderá significar uma oportunidade para Portugal.

 

Para além disso, Portugal também aderiu à “Belt & Road Initiative”, abrindo caminho para uma cooperação win-win com o objetivo de incentivar o comércio e a prosperidade a nível mundial. Este projeto representa uma visão económica ambiciosa de abertura e cooperação entre os países que fazem parte da “Belt & Road”. Os países devem trabalhar para melhorar a infraestrutura da região e criar uma rede segura e eficiente de passagens terrestres, marítimas e aéreas, elevando a sua conectividade e facilitando o comércio e o investimento.

 

A China já tem vindo a fazer um enorme investimento em portos, ferrovias, estradas, centrais elétricas e outros projetos de infraestruturas internacionais. E para Portugal, cuja localização geográfica oferece vantagens estratégicas – por ser um país marítimo e pela sua importância na ligação da rota da seda por terra e por mar – poderão existir grandes oportunidades se houver uma maior inclusão dos portos portugueses nas redes internacionais de tráfego marítimo.

 

Esta iniciativa também poderá significar um maior número de oportunidades em termos de financiamento para os países membros, uma vez que o programa explora novos modelos de investimento e financiamento internacionais, promove uma cooperação reforçada entre as instituições financeiras e apoia uma cooperação financeira multilateral e partilhada.

 

Através da “Belt & Road”, Portugal já assinou 17 acordos com o Governo chinês com o objetivo de reforçar a parceria estratégica entre os dois países. Um valor que já contribuiu para o embaixador chinês em Portugal, Cai Run, dizer que Portugal é um dos países europeus mais importantes para esta iniciativa.

 

Além disso, foram tomadas outras medidas, como a recuperação das ligações aéreas entre Portugal e China, o aumento das exportações de carne suína para a China e a emissão de dívida portuguesa em Renminbi.

 

Como o novo ano do Rato, temos um grande número de oportunidades pela frente, para as empresas, investidores e governos que queiram tirar o máximo proveito delas. E é também o papel dos bancos de investimento fornecer serviços de consultoria financeira em fusões e aquisições, soluções de financiamento através de capitais próprios ou dívida, e wealth management para maximizar a Iniciativa “Belt & Road” nos países de língua portuguesa.

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