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O novo campus de Hyderabad é o primeiro edifício propriedade da Amazon fora dos Estados Unidos. Tem uma área 50 vezes maior do que o Taj Mahal, terá capacidade para acolher 15 mil trabalhadores e é um marco na estratégia de espansão global do gigante do comércio eletrónico.

A Amazon inaugurou esta quarta-feira em Hyderabad, sul da Índia, o seu maior edifício fora dos Estados Unidos da América. A nova estrutura tem 170 mil metros quadrados, cerca de 50 vezes do que a área ocupada pelo emblemático Taj Mahal, e é considerada pelo gigante do comércio eletrónico estratégica para a batalha contra o concorrente Walmart, num dos mercados de retalho de maior crescimento.
 

O edifício de Hyderabad demorou três anos a ficar concluído e é o primeiro imóvel propriedade da empresa sediada em Seatle (EUA). A dimensão da estrutura espelha bem a relevância estratégica que a Amazon atribui ao mercado indiano. O edifício construído em 9,5 hectares de terreno tem capacidade para acolher 15 mil trabalhadores. "Os maiores edifícios em Seatle tem acolhem cinco mil funcionários", explicou John Schoettler, vice-presidente da divisão global de instalações e imóveis da Amazon em declarações à Bloomberg. E o edifício tem ainda margem para expansão.

 

Sem quantificar o investimento exato na construção do edifício, a Amazon admite apenas que ter custado "centenas de milhões de dólares" e que é considerado ousado pelos investidores e pela concorrência.

 

A empresa entrou na Índia em 2004, mas só avançou com as operações de retalho em 2013. Emprega atualmente 62 trabalhadores no país. Aproximadamente um terço está em Hyderabad. “O investimento para criar um escritório deste porte indica que vamos continuar a crescer na Índia”, assegura Amit Agarwal, gestor de operações da Amazon no país.

A Índia é considerada o último grande mercado em crescimento para o gigante do comércio eletrónico, mas a Amazon enfrenta uma grande concorrência dos players locais (lojas familiares e de bairro). "O comércio eletrónico é residual na Índia em relação ao consumo total. Representa menos de 3%", admite Agarwal.

 

Contudo, apesar de inexplorado na perspetiva do comércio eletrónico, o país é fundamental para os planos de expansão global da Amazon e da concorrente Walmart que, no ano passado, investiu 16 mil milhões de dólares (14,4 mil milhões de euros) na aquisição da maior startup indiana do retalho, Flipkart Online Services.

 

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, prometeu colocar 5,5 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros) nas operações na Índia nos próximos anos. Bezos está a investir em várias frentes no país e está em negociações para a compra de uma participação de 10% na Future Retail, uma das maiores redes de lojas na Índia. Além disso, segundo a Bloomberg, a imprensa local noticiou recentemente que a Amazon planeia entrar no negócio da entrega de comida no país e já negoceia com diversos empresários da restauração para dar início às operações.

 

Sobre esta diversificação de negócio Amit Agarwal não se pronuncia. O gestor da Amazon na Índia diz apenas que o novo edifício agora inaugurado "irá desenvolver serviços em todo o globo" dando como exemplos os produtos e serviços AWS, Kindle, Alexa, Amazon.in e Amazon Home Services, que estão a "inovar" em diversificar atividade, como a recolha de produtos e a reparação de aparelhos eletrónicos.

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