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CABEÇALHO

A pandemia do novo coronavírus, que já chegou a quase 190 países, está a “devastar vidas” e a provocar a “perda de um milhão de postos de trabalho por dia” em todas as vertentes do sector das viagens e turismo em todo o mudo, com consequências em actividades indirectas, afirma o World Travel & Tourism Council” que chama alerta para um “catastrófico efeito dominó”.

Depois da Carta Aberta aos Governos publicada há poucos dias, o Conselho Mundial das Viagens e Turismo, que integra líderes das maiores empresas privadas do sector em todo o mundo, vem alertar para o imenso número de postos de trabalho perdidos diariamente numa actividade que, nos últimos anos foi uma das maiores geradoras de emprego em todo o mundo.

 

Perdas que ganham uma expressão cada vez maior à medida que os países se vão fechando sobre si mesmos.

 

“O encerramento de hotéis um pouco por todo o mundo, a suspensão da maioria dos voos de companhias aéreas nacionais e internacionais, a cessação de operações por parte das companhias de cruzeiros, e as crescentes proibições globais de viagens estão a provocar um efeito dominó catastrófico que está a atingir um grande número de fornecedores em todo o mundo”, lê-se na nota enviada pelo WTTC.

 

Este organismo internacional alerta, nomeadamente que “as pequenas e médias empresas das várias áreas do sector como operadores turísticos, agências de viagens e comerciantes individuais são particularmente vulneráveis.

 

Consciente de que há que conter a pandemia a todo o custo, a organização diz não poder esquecer a situação de colapso em que se encontra a indústria das viagens e turismo e pretende fazer tudo ao seu alcance para minorar a catástrofe, instando os governos a fazerem a sua parte.

 

Citada no comunicado, Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC deixa claro que “embora a prioridade dos governos seja manter as pessoas seguras (…) um milhão de pessoas por dia na indústria de viagens e turismo estão a perder os seus empregos devido ao impacto desastroso da pandemia de coronavírus” que está a “mergulhar milhões de famílias em terríveis dificuldades e dívidas”. O efeito dominó está aqui bem patente nas declarações de Gloria Guevara que lamenta a crise que afecta “toda a cadeia do turismo”, directa ou indirectamente, desde empregados de mesa a taxistas, de guias turísticos a chefes de cozinha, de empresas de catering às que produzem produtos de limpeza.

 

” O efeito dominó do Covid-19 está agora a causar um enorme impacto, destruindo todo um sector económico”, alerta a presidenta do WTTC , frisando que grande parte das empresas, independentemente da sua dimensão estão a “romper contratos a fim de se concentrarem unicamente numa luta de três meses pela sobrevivência, ao mesmo tempo que a cada hora se perdem empregos.


A responsável frisa uma vez mais que os governos devem tomar medidas drásticas para salvar o sector mas pede que estas medidas sejam claras. “Embora alguns governos tenham sido rápidos em responder com apoios, a maioria das empresas ainda não tem ideia de como lhes pode aceder”, afirma o WTTC que pede assim aos governos que esclareçam tudo muito bem porque só assim podem salvar as empresas.

 

De acordo com a análise feita pelo WTTC há neste momento 50 milhões de empregos no sector em risco imediato e até 320 milhões a sofrer o impacto de uma dramática perda de negócios. O número pode parecer demasiado elevado mas o WTTC lembra que a indústria das viagens e turismo representa 10,4% do PIB global e, durante 8 anos consecutivos, foi responsável pela criação de um em cada 10 postos de trabalho em todo o mundo.

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