NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Banco Central Europeu (BCE) considera que há sinais de moderação do crescimento da economia mundial para o que contribuem as incertezas sobre o crescimento do comércio mundial desde logo com as tensões entre Estados Unidos e China.

"Embora a atividade económica global tenha continuado resiliente, tornou-se mais desigual e estão a emergir os sinais de moderação", lê-se no Boletim Económico do BCE hoje divulgado.

 

A contribuir para isso, considera Frankfurt, está a chegada à fase madura do ciclo económico global, a retirada de apoios às economias mais avançadas e o impacto da imposição de tarifas no comércio entre os Estados Unidos e a China.

 

"Olhando para o futuro, a atividade económica global deverá desacelerar em 2019 e permanecer estável a partir de então", diz o banco central liderado por Mario Draghi.

 

Quanto às previsões económicas, tal como divulgado em 13 de dezembro, o BCE revê em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro para 2018 e 2019, para 1,9% e 1,7%, respetivamente, uma décima abaixo do indicado há três meses.

 

Em setembro, o banco central tinha antecipado um crescimento de 2% na zona euro em 2018 e de 1,8% em 2019.

Para 2020, a previsão de crescimento do PIB mantém-se em 1,7%.

 

O BCE interrompeu em 19 de dezembro o seu programa alargado de compra de ativos, lançado em 2015 para estimular a economia.

 

A instituição vai, no entanto, renovar durante um período prolongado os títulos que cheguem ao fim da sua maturidade, mantendo as condições de financiamento favoráveis para não comprometer a recuperação económica numa altura em que há mais riscos na conjuntura.

Partilhar