NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Para a AIP as perspectivas para 2020 eram as melhores, tanto ao nível dos congressos como de feiras. A pandemia, no entanto, encarregou-se de dar uma volta de 180 graus nas estimativas, embora com notas positivas: houve mais reagendamentos do que cancelamentos e nos tempos de confinamento foram concretizados negócios para o futuro. Na 3ª edição das Tourism Talks, focou também a saber-se que a AIP deve retomar a sua actividade em Setembro porque “não podemos perder 2020”.

“O ano estava a correr muitíssimo bem” e ainda na primeira semana de Março as perspectivas para 2020 eram as melhores. Poucos dias depois, na segunda semana, “tudo acabou de forma abrupta”, muito embora a AIP tivesse desde logo implementado planos de contingência em termos de segurança sanitária, tanto na FIL como no Centro de Congressos de Lisboa.

 

“O que nos está a acontecer em Lisboa está a acontecer em toda a Europa”, afirmou Maria João Rocha de Matos, directora-geral da FIL e do Centro de Congressos de Lisboa na 3ª edição das Tourism Talks da agência de comunicação Message in a Bottle que trouxe a debate a Meeting Industry. Informou neste fórum online que “tivemos 7 eventos cancelados em Março e Abril, dos quais 4 eram portugueses, enquanto todos os outros, que eram para ser realizados ainda no 1º semestre, a querem-se mudar para o segundo semestre”. No entanto, face às indefinições do momento “já temos eventos internacionais do 2º semestre a quererem mudar para 2021”. Mais concretamente “16 eventos já se mudaram para 2021 e três para 2022”.

 

Pode não parecer assim mas estes dados significam esperança para o futuro, mais ainda porquanto “desde o momento em que entrámos em teletrabalho até agora, já assinámos 14 novos contratos para eventos”. Destes, “8 são internacionais e foram marcados para 2021” enquanto “os nacionais são ainda para 2020”.

 

Assinalando que “estamos com menos procura do que seria normal”, Maria João Rocha de Matos sublinha, no entanto, que a AIP não perdeu clientes, que todos aqueles com que tinha agendados eventos futuros ou com que estava e negociações, “continuam a trabalhar connosco”.

 

Uma coisa é certa e nisso a directora-geral da FIL e do Centro de Congressos de Lisboa é peremptória: “Nós não podemos perder 2020”, pelo que a AIP espera “recomeçar a actividade em Setembro”, embora sabendo bem que, além de todas as acções a implementar em áreas como a higiene e a segurança, quer para as feiras como para os congressos, “estamos a reiniciar uma actividade com restrições”. A propósito destaca também que “nos venues temos vantagens sobre uma sala de cinema, por exemplo, porque nos espaços de feiras e centros de congressos, quando se realiza um evento, conseguimos controlar os visitantes” ou seja, “conseguimos saber quem são, de onde vieram”, o que “permitirá criar mais segurança”.

 

A FIL e o Centro de Congressos de Lisboa também já têm clientes que desenvolvem eventos híbridos, ou seja, que às presenças no evento juntam depois o streaming de algumas ou todas as sessões. “Acho que as duas soluções [presencial e virtual] podem conviver perfeitamente”, afirma a responsável da FIL e do Centro de Congressos de Lisboa, que exemplifica com os grandes congressos médicos e com a próxima edição da Web Summit que será também um “evento 100% híbrido”. No entanto, Maria João Rocha de Matos não deixa de chamar a atenção para a rentabilidade: “os eventos 100% digitais ou híbridos não têm a mesma rentabilidade que um evento presencial”, afirma, acrescentando que “as oportunidades que surgem quando as pessoas estão juntas são muito maiores” do que quando se encontram online, porque “olhar olhos nos olhos é importante, cria empatia entre as pessoas”.

Partilhar