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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A incerteza face aos termos do Brexit tem-se repercutido no setor da construção, que observa agora os piores resultados desde a crise financeira de 2008.

De acordo com dados do Chartered Institute of Procurement and Supply (CIPS) e o IHS Markit, a atividade da construção civil diminuiu radicalmente, regredindo a valores que já não se verificavam desde outubro de 2009.

 

O fenómeno é atribuído ao atraso na tomada de decisões sobre os principais projetos de obras públicas rodoviárias e ferroviárias, como o HS2 (High Speed Two) e a terceira pista do aeroporto de Heathrow, adiadas para depois das eleições de dezembro.

 

Um inquérito conduzido pelo HM Treasury e pelo Bank of England junto das empresas de construção civil revelou que também o número de empregados no setor se encontra em declínio desde abril de 2019.

 

Duncan Brock, director do CIPS reiterou: “Dizer que estes números são decepcionantes é um grande eufemismo. Dado que o próximo obstáculo político são as eleições gerais em dezembro, todos os olhares estarão voltados para o novo governo e uma direção clara, porque neste momento há pouca informação sobre o que poderá salvar o setor”.

 

Não obstante a fraca performance do setor da construção, o FTSE 100 Index valorizou 83 pontos, ou 1,1 por cento, desde o início do mês, o que significa que os investidores internacionais se mantêm otimistas, continuando a apostar na indústria e na economia britânicas, apesar do contexto político e económico que se vive no Reino Unido.

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