AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO




Novo presidente Matan Ruak não se compromete com compra de dívida portuguesa.

A possibilidade de Timor-Leste investir parte do seu Fundo do Petróleo na compra de dívida pública portuguesa esteve ontem no centro da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, ao território. Depois de em 2010, o Presidente Ramos-Horta ter admitido ao Diário Económico a hipótese de o país investir em dívida soberana de Portugal e até em acções da EDP, o novo chefe de Governo de Timor, Matan Ruak, já não se compromete com essa possibilidade e diz mesmo que "essa discussão nunca foi concretizada internamente".

 

Em Díli, Cavaco Silva fez questão de sublinhar que "se alguma vez o Fundo do Petróleo de Timor-Leste olhar para Portugal e considerar que alguma aplicação feita lá é tão ou mais rentável do que, por exemplo, em obrigações de tesouro norte-americanas, essa é uma escolha livre dos timorenses, não é uma escolha de Portugal". O fundo avaliado em dez mil milhões de dólares é gerido pelo governo timorense e está sobretudo aplicado em obrigações do tesouro dos EUA.

 

"O que nós desejamos é que o Fundo, e é a preocupação das autoridades timorenses, seja bem gerido para ter rentabilidades tão altas quanto possível para ajudar o desenvolvimento futuro de Timor-Leste", disse o Presidente da República, salientando que a relação entre Portugal e Timor-Leste tem de ser "mutuamente benéfica".

 

A deslocação do Presidente da República a Timor-Leste tem também como pontos de paragem a Indonésia, Singapura e Austrália e leva na comitiva quarenta empresas portuguesas. Amanhã há uma apresentação promovida pela AICEP e governo de Timor do plano de desenvolvimento económico do país. Na comitiva está a Galp, PT, EDP, OGMA, EFACEC, Tecnovia, Vicaima, entre outras.