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CABEÇALHO

Na primeira edição do ciclo de conferências Breakfast@Católica, promovido pela Universidade Católica Portuguesa, o acionista e administrador da Casa Agrícola Alexandre Relvas defendeu que “os vinhos beneficiam fortemente a marca Portugal, mas também contribuem para a marca Portugal”.

As exportações de vinhos portugueses estão a crescer a um ritmo superior ao do conjunto das vendas ao exterior, afirmou hoje o gestor Alexandre Relvas, apontando que o sector está a recuperar mercados importantes, como o de Angola e do Brasil.

 

O acionista e administrador da Casa Agrícola Alexandre Relvas, participava na primeira edição do ciclo de conferências Breakfast@Católica, promovido pela Universidade Católica Portuguesa.

 

Alexandre Relvas defendeu que as exportações de vinhos portugueses estarão a crescer 9%, porque se tem recuperado mercado em Angola e no Brasil, depois das quebras verificadas no período inicial de crise nestes países, nos últimos anos, e disse que o sector tem beneficiado de uma melhor imagem da marca Portugal.

 

“Os vinhos beneficiam fortemente a marca Portugal, mas também contribuem para a marca Portugal”, defendeu.

 

Para referência, as exportações portuguesa aumentaram 7,6% no terceiro trimestre deste ano, face a igual período de 2016.

 

Na conferência, que teve como tema “os vinhos como marca portuguesa no mundo”, o vice-reitor da Universidade Católica, Miguel Athayde Marques, sustentou que “promover o vinho é promover cultura”, apesar da reduzida expressão do sector no conjunto das exportações portuguesa, em que representa cerca de 1% das vendas ao exterior.

 

“O vinho é uma afirmação da qualidade de Portugal e da sua modernidade”, disse. “O vinho é um grande embaixador [do país]”, acrescentou.

 

Bernardo Gouvêa, director-geral da Adega Cooperativa de Redondo, considerou que os vinhos portugueses têm, ainda, dificuldades em projetar a imagem externamente, por falta de um plano estruturado.

 

“A questão não é o produto, que é de altíssima qualidade, mas a imagem”,  disse, apontando que este é um dos desafios que se coloca ao desenvolvimento do sector.

 

Catarina Moura Reis, Brand Manager da Esporão, diz que, pela experiência acumulada com a receção de visitantes na Herdade do Esporão, nem sempre existe a perceção do que se faz em Portugal.

 

“Quando nos visitam, não têm a perceção da capacidade dos vinhos portugueses”, disse.

 

O ciclo de conferências Breakfast@Católica, do qual o Jornal Económico é media partner, prossegue no dia 7 de dezembro, com um encontro que terá como tema “A Indústria e os Desafios da Internacionalização”.

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