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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O regresso dos turistas europeus aos destinos do norte de África e as incertezas do Brexit vão penalizar Algarve e Madeira, diz o presidente executivo do Grupo Pestana.

Além da incerteza provocada pelo Brexit – com riscos de desvalorização da libra que alteram as decisões sobre os gastos de férias dos britânicos -, os encerramentos das companhias aéreas low cost Air Berlin e Monarch em 2018 e da Germania já em 2019, vão ter repercussões inevitáveis no mercado português, sobretudo no Algarve e na Madeira. Esta é a expectativa que os gestores dos grandes grupos hoteleiros têm para este ano, corroborada pelo presidente executivo do Grupo Pestana, José Theotónio. “No nosso caso, como vamos abrir mais mais hotéis, no Algarve, em Alvor, e em Nova Iorque e Madrid, o ano será certamente melhor que o de 2018, mas para o sector em geral a atividade em 2019 pode registar uma estagnação ou até um ligeiro abrandamento, pelo que se o mercado português mantiver em 2019 o mesmo desempenho de 2018 considero que já será um bom ano”.

 

Segundo o presidente executivo do Grupo Pestana, “a maior concorrência a que estarão expostos os mercados do Algarve e da Madeira, com os operadores turísticos a proporem alternativas mais aliciantes nas unidades hoteleiras que que eles próprios construíram e gerem no norte de África, será inevitavelmente sentida no próximo verão”.

 

“Depois de cinco anos a registar crescimentos nas taxas de ocupação, com aumentos dos preços médios praticados, é muito provável que agora os preços estagnem no mercado português, por isso creio que se alguns preços forem mantidos não será nada mau”, refere José Theotónio.

 

Um dos problemas dos mercados do norte de África é que não estão vinculados às regras de concorrência europeias e não têm proibições às subsidiações públicas diretas aos operadores turísticos, que tembém passaram a ter hotéis próprios nestes mercados com projetos hoteiros construídos em terrenos cedidos pelos Estados locais – situações frequentes na Tunísia, no Egito, mas também no gigantesco mercado turistico que é a Turquia. Perante este desequilíbrio na concorrência movida ao sul do Mediterrâneo, os operadores portugueses e as unidades hoteleiras nacionais só conseguem concorrer com fatores como a segurança, ou com o argumento da qualidade de serviços no segmento do golfe, entre outros como o enoturismo, a especificidade do Douro ou as caraterísticas únicas de cidades como Lisboa e Porto.

 

“O Grupo Pestana continua a investir com uma cadência própria”, adianta José Theotónio, referindo que “agora concluímos um novo investimento de 50 milhões de euros no Hotel Pestana Blue Alvor, uma unidade de 5 estrelas, com 551 quartos, construído de raiz no conceito ‘all inclusive’ de Beach & Golf Resort, além da nova unidade hoteleira na Madeira, em Câmara de Lobos, dos dois novos hotéis em Nova Iorque, Manhattan, mais os dois novos em Madrid”, remata o CEO do Grupo Pestana.

 

Com semelhante tranquilidade está Jorge Almeida, o diretor de Turismo do Super Bock Group, que gere o emblemático Vidago Palace Hotel, que tem a especificidade de ser uma unidade hoteleira centenária que preserva o seu património arquitetónico.

 “Disponibiliza um conjunto de modernas infraestruturas e valências, de forma a ir ao encontro das necessidades do turismo actual, que contempla a vivência de diferentes experiências”, refere Jorge Almeida. Esta unidade está integrada num dos mais emblemáticos parques termais de Portugal, o que faz com que o Vidago Palace seja um destino único procurado por clientes que querem ter “experiências gastronómicas enquanto frequentam o nosso SPA termal, ou programam visitas temáticas na região de Trás-os-Montes ou também para reuniões de negócio que precisam de utilizar o nosso centro de conferências”. No Vidago o campo de golfe é um fator de diferenciação, que recebe regularmente torneios profissionais. “Globalmente, está a viver-se um bom momento no turismo nacional e o Vidago Palace tem naturalmente o seu papel nesta dinâmica turística, contribuindo também para valorizar a região norte do país e potenciar o seu desenvolvimento”, refere Jorge Almeida.

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