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CABEÇALHO

Os números são do mês de fevereiro e mostram um aumento, relativamente ao período homólogo, na ordem dos 21 mil metros quadrados.

No final do mês de fevereiro de 2020, o mercado de escritórios de Lisboa contabilizou uma subidade mais de 140% comparativamente ao período homólogo do ano 2019. No total, foram ocupados aproximadamente 21 mil metros quadrados (m2).

 

Fazendo as contas ao acumulado dos meses de janeiro e fevereiro, o volume de absorção total ficou muito perto dos 35 mil m2. Reconhecendo que a oferta é “cada vez mais escassa”, Rodrigo Canas, diretor associado do Departamento de Escritórios da Savills Portugal, afirma que “o mercado continua a conseguir dar respostas à procura”.

 

“Mais uma vez os resultados alcançados no final dos primeiros dois meses de 2020 deixam antever mais um ano de excelente performance do mercado de escritórios de Lisboa”, afirmou o responsável, em comunicado.

 

Analisando por zonas, a Zona 6 (Corredor Oeste) lidera a tabela até à data com cerca 10.513 m2 de espaços absorvidos, tendo verificado o fecho de três operações acima dos 1.000 m2. A maior operação registada nesta zona foi a ocupação da totalidade de um edifício em Carnaxide pela empresa Infosistema, setor “TMT´s & Utilities”.

 

Já a Zona 5 (Parque das Nações) ocupa o segundo lugar nas zonas com melhor performance. O volume de absorção total nos meses de janeiro e fevereiro andou na ordem dos 10.200 m2, resultado de dois ocupantes de peso: a Randstad com 6.164 m2 e a Majorel com 3.738 m2. A zona 4 (Zona Histórica & Beira Rio) continua a acusar a inexistência de oferta disponível com valores de absorção sem expressão.

 

“Ao cruzarmos o número de negócios com os valores de absorção verificados, depressa conseguimos perceber que o mercado de escritórios de Lisboa é um alvo cada vez maior de operações acima dos 1.000 m2, que são levadas a cabo por grandes ocupantes, geralmente integrados em estruturas multinacionais”, afirma Alexandra Portugal Gomes, Associate do Departamento de Research da Savills Portugal.

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