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A associação dos aeroportos europeus, que diz representar mais de 500 aeroportos em 45 países do continente, apontou o Aeroporto de Lisboa como o 4º grande aeroporto europeu com crescimento mais forte do número de passageiros em Maio.

A informação do ACI Europa (Airports Council International) indica que no grupo dos maiores aeroportos europeus, que anualmente servem mais de 25 milhões de passageiros, o crescimento mais forte no mês de Maio deu-se em Viena, com uma subida em 24,4%, seguindo-se Moscovo Sheremetyevo, com +12,6%, Antalya, com +8,9%, e Lisboa, com 6,9%, à frente de Paris Charles de Gaulle, com um aumento em 6,2%.

 

De acordo com o ACI Europa, os aeroportos europeus tiveram em Maio um aumento médio de passageiros em 3,1%, com +3,4% nos países da União Europeia e +2% nos restantes, assinalando que foi o aumento mais fraco deste ano, o que justificará que Lisboa, caracterizado como um aeroporto esgotado, tenha ainda assim o 4º mais forte aumento do mês.

 

Aliás, a análise do PressTUR aos dados publicados pelo ACI Europa, relativos a 244 aeroportos com 193,16 milhões de passageiros no mês de, Lisboa ascendeu em Maio a 17º maior aeroporto europeu, quando em Maio de 2018 era 19º e em Maio de 2017 era 25º, a dez mil passageiros de Paris Orly, que teve uma queda de passageiros este Maio em 4,2%.

 

Os dados mostraram adicionalmente que o Aeroporto de Lisboa, apesar do abrandamento notório desde o ano passado, teve o 11º maior aumento de passageiros do mês na Europa, com mais cerca de 178 mil passageiros.

 

Viena, fruto da instalação da Ryanair, com a companhia Lauda, o que lhe valeu o cognome de “Low Cost Carriers’ latest Eldorado”, foi o aeroporto europeu com o maior aumento de passageiros em Maio, com mais cerca de 564 mil (+24,4%, para 2,877 milhões).

 

Seguiram-se Moscovo Sheremetyevo, com mais 460 mil (+12,6%, para 4,11 milhões), Paris Charles de Gaulle, com mais 377 mil (+6,2%, para 6,46 milhões), Berlim Tegel, neste caso pela entrada da easyJet com a aquisição do falido grupo Air Berlin, com mais 373 mil (+20,5%, para 2,194 milhões), e Moscovo Vnukovo, com mais 370 mil (+20,9%, para 2,14 milhões).

 

A análise do ACI à evolução do tráfego nos aeroportos europeus em Maio assinala “o significativo abrandamento” do crescimento, destacando que embora na Áustria, Letónia, Polónia e Roménia tenham ocorrido aumentos de passageiros a dois dígitos, Bulgária, Dinamarca, Suécia tiveram quebras, respectivamente em 4,4%, 2,5% e 4,6%.

 

Em relação a aeroportos fora da Europa o ACI destaca as quebras na Islândia (-30,4%), que atribui à falência da WOS, na Noruega, em 1,4%, na Turquia, em 3,5%, atribuída à crise económica que afecta especialmente o tráfego doméstico.

 

O ACI assinala ainda que o aumento médio de passageiros nos cinco maiores aeroportos foi em Maio de apenas 1,2%, com +6,2% em Paris Charles de Gaulle, mas porque há um ano a operação da Air France era penalizada por greves, seguindo-se Frankfurt, com +1,4%, Londres Heathrow, com +1,3%, Amesterdão Schiphol, com +0,6%, e o novo aeroporto de Istambul com um decréscimo em 3,6% em relação ao anterior.

 

Em relação aos restantes aeroportos portugueses incluídos no relatório do ACI, o Porto teve o 30º maior aumento de passageiros do mês de Maio, com mais cerca de 95 mil (+8,7%, para 1,188 milhões) e ascendeu a 48º maior na Europa, quando há dois anos era 52º e há três era 53º.

 

Faro, por sua vez, teve o 56º maior aumento de passageiros do mês, com mais 38,8 mil, superando pela primeira vez o milhão de passageiros num mês de Maio, com 1,009 milhões, que o colocam em 55º maior aeroporto europeu em Maio, depois de 56º há um ano e 54º há dois.

 

Ponta Delgada, com mais  cerca de oito mil passageiros (+4,7%, para 178,1 mil), teve o 110º maior aumento do mês e subiu a 146º maior aeroporto da Europa, melhor que a posição 149 de Maio de 2018 mas ainda aquém de Maio de 2017 em que foi 144º.

 

Funchal foi o aeroporto português com o pior desempenho em Maio, tendo a 39ª maior queda do mês a nível europeu, com menos cerca de 9,9 mil (-3,4%, para 280,9 mil), pelo que agrava a descida no ranking para 124º maior, depois de 121º há um ano e 114º há dois anos.

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