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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Os efeitos do coronavírus não estão apenas a ser visíveis no nosso país, mas, por exemplo, outro membro da CPLP como o Brasil destaca-se com um aumento no comércio online de mais de 180% apenas na primeira semana do alarme, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo patronato.

Apesar desse aumento, o Brasil tem capacidade suficiente para atender ao eventual crescimento da demanda, segundo a Associação Brasileira de Comércio Electrónico (ABComm), ainda que nem todas as lojas estejam preparadas para atender à crise da pandemia.

 

«Algumas lojas virtuais já comunicam nos seus websites que existe a possibilidade de atrasos e substituição de produtos devido à escassez», disse o presidente da ABComm, Mauricio Salvador, à Efe.

 

Além da possível escassez que o país poderia sofrer, há também incerteza sobre as medidas tomadas pelos governos regional e federal, que mudam a cada dia devido à emergência e que em algumas regiões são diferentes do que a nação ordena e do que mandam os governadores nos estados.

 

É por isso que a recomendação do patronato é negociar com os fornecedores para tentar reduzir a falta de stock e monitorizar os comunicados oficiais e as restrições de mobilidade que irão ocorrer nos centros urbanos.

 

O comércio virtual tem beneficiado de medidas que restringem a circulação de pessoas, do medo de alguns de saírem às ruas e do fecho de centros comerciais e lojas não essenciais encomendadas por alguns estados brasileiros.

 

Tendo em conta a crescente procura, a ASBcomm está preocupada com possíveis fechos de centros de distribuição solicitados pelas autoridades, o que proibiria a circulação de distribuidores nas cidades.

 

«Se isso acontecer, as lojas virtuais terão de operar em modo de emergência, entregando apenas bens de consumo essenciais, paralisando várias categorias«, disse Salvador.

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