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CABEÇALHO

A Fed, o BCE e os bancos centrais do Canadá, de Inglaterra, Suíça e do Japão concordaram em tornar mais barata as linhas de crédito em dólares e aceitaram alongar a maturidade destas operações para injetar mais liquidez no sistema financeiro global e, com isso, aliviar as dificuldades de financiamento das famílias e das empresas.

Seis dos principais bancos centrais do mundo uniram forças este domingo numa ação coordenada para aumentar a liquidez no sistema financeiro global. A medida foi comunicada pela Reserva Federal norte-americana (Fed) e abrange o Banco do Canadá, o Banco Central Europeu, o Banco do Japão, o Banco de Inglaterra e o Banco Nacional Suíço.

 

Em comunicado, a Fed revelou que este grupo de bancos centrais concordou em baixar a taxa em 25 pontos base das linhas de crédito de curto-prazo em dólares norte-americanos a partir do dia 16 (segunda-feira). Assim, a nova taxa será de 25 pontos base sobre a taxa da dollar overnight index swap.

 

Esta medida visa reforçar a liquidez do dólar no sistema financeiro global. Baixando a taxa que estava fixada nos swap arrangements (linhas de crédito) em dólares, que são basicamente linhas de crédito, este grupo de bancos centrais torna mais fácil pedir moeda estrangeira emprestada para comprar moeda nacional. Assim, por exemplo, os cinco bancos centrais que não a Ed poderão emprestar dólares nas respectivas jurisdições.

 

A Fed explicou que para reforçar a eficácia das linhas de crédito em aumentar a liquidez, “os bancos centrais estrangeiros com operações regulares em dólares norte-americanos também concordaram em oferecer dólares nas respectivas jurisdições, semanalmente, com uma maturidade de 84 dias, além das operações com a maturidade de uma semana que já estão atualmente a ser executadas”.

 

“A nova taxa e as novas maturidades vão estar em vigor durante o tempo que for necessário para apoiar o funcionamento do dólar norte-americano no financiamento dos mercados”, lê-se na nota.

 

Estas linhas de crédito são instrumentos que vão permitir aumentar a liquidez no sistema financeiro e mitigar as dificuldades de financiamento nos mercados mundiais, ajudando a ultrapassar as dificuldades no acesso a financiamento por parte das empresas e das famílias.

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