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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

“2020 começou com as exportações a crescer e o evento inesperado da pandemia representou um grande choque, que contraiu a procura externa dirigida a Portugal e as exportações travaram”, apresentando uma quebra superior a 22% no primeiro trimestre.

As exportações mostraram um “comportamento excecional” durante a última década, apontou João Dias, administrador da aicep Portugal Global, no evento Portugal Exportador que se realiza esta quarta-feira. O administrador sustentou que esta é uma “história de sucesso” para o país, uma vez que o peso das exportações passou a valer 44% do valor do PIB no ano passado.

 

Na sessão de abertura do evento Portugal Exportador, do qual o Jornal Económico é media partner, João Dias explicou ainda que o “o crescimento nominal das exportações foi quase o dobro das exportações na última década”, mostrando-se bastante satisfeito com os números.

 

Apesar do turismo e dos serviços terem mostrado a sua importância na mudança estrutural que aconteceu em Portugal, quando se passou “de um défice comercial crónico para um excedente”, um conjunto de outros setores também mostrou a sua contribuição para esse mesmo salto, sendo que o setor dos veículos e automóveis foi o segundo maior contributo para as exportações portuguesas.

 

Um setor que deixou João Dias bastante satisfeito foi os bens de alta tecnologia, que “aumentaram substancialmente o peso nas exportações”, passando de 3% no início da década para 5,4% em 2019, exemplificando a mudança estrutural que aconteceu na economia portuguesa e na aposta pelas novas tecnologias.

 

“2020 começou com as exportações a crescer e o evento inesperado da pandemia representou um grande choque, que contraiu a procura externa dirigida a Portugal e as exportações travaram”, apresentando uma quebra superior a 22% no primeiro trimestre, marcando um “ano muito difícil” para as exportações de empresas portuguesas.

 

Ainda que as exportações tenham sido marcadas por histórias de sucesso na última década e até à pandemia, existem “elementos estruturantes que continuam a merecer a nossa atenção”, uma vez que “ainda temos muitas empresas portuguesas que exportam de forma intermitente, não exportam regularmente todos os anos e muitas exportam apenas para um ou dois mercados, com valores reduzidos”.

 

Com desafios ainda bastante presentes no mercado das exportações portuguesas, Portugal deve “continuar a alargar a base do setor exportador, continuar a diversificar mercados, aumentar a incorporação de valor acrescentado tecnológico nas exportações”. “Estes são desafios que, em conjunto, temos de continuar a endereçar”, sustentou o administrador da aicep Portugal Global.

 

De forma a apoiar o setor, a aicep Portugal Global realizou três apostas que têm sido bem sucedidos. A primeira foi a aposta num programa de e-commerce, onde este serve para sensibilizar as empresas e dar informações sobre mercados mundiais onde estas se pretendem inserir. “O nosso mundo será de e-work, e-learning e-commerce“, sustentou o administrador, acrescentando que o e-commerce transfronteiriço tem apresentado um crescimento substancial e mostra ser “uma grande oportunidade para Portugal e para as empresas portuguesas”.

 

Outro programa é a capacitação das empresas através da academia internacionalizar, que pretende “tirar proveito do processo de internacionalização” das empresas. O último dos três programas que já se encontram em curso é o portal Portugal Exporta, que mostra vários mercados de exportação onde diversas empresas têm contactos e oferecem conselhos às empresas que se querem internacionalizar.

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