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CABEÇALHO

As startups tecnológicas portuguesas juntaram-se para lutar contra o novo coronavírus. Numa semana, mais de 3000 membros da comunidade empreendedora juntaram-se e criaram soluções contra a covid-19. Houve também várias startups que adaptaram o modelo de negócio aos tempos de pandemia.

As startups tecnológicas portuguesas juntaram-se para lutar contra o novo coronavírus. Numa semana, mais de 3000 membros da comunidade empreendedora juntaram-se e criaram soluções contra a covid-19. Houve também várias startups que adaptaram o modelo de negócio aos tempos de pandemia.

 

Por exemplo, se quiser dizer ao mundo que está em casa e em segurança basta carregar no botão do #StayAtHome, um trabalho conjunto do estúdio Armazém Criativo e da agência FES. Se precisar de enviar produtos para amigos e familiares, nasceu um serviço nacional de entregas durante o tempo de isolamento criado pela LUGGit, startup que habitualmente recolhe e entrega bagagens ao domicílio.

 

Totalmente tecnológico é o chatbot da Visor.Ai, a trabalhar em parceria com a plataforma de prestação de serviços Zaask. Se estiver à procura de um médico, surge logo um chatbot na página da empresa. Mediante os resultados da primeira triagem, o paciente será encaminhado para a plataforma da Zaask, que conta com médicos voluntários que estão em casa a realizar videoconsultas.

 

Além desta plataforma, há uma rede de médicos voluntários disponível através da Knok Healthcare, que está a dar consultas grátis; a aplicação portuguesa BetterNow, disponível para os sistemas operativos Android e iOS, também está a realizar videoconsultas grátis.

 

Numa altura em que ir ao supermercado é ainda mais essencial, o portal SOS Covid permite encontrar as lojas com a menor ocupação mais próximas de nós, onde é possível comprar bens de primeira necessidade. Para os médicos e enfermeiros, foi criada uma plataforma que reúne hotéis e espaços de alojamento local onde estes profissionais poderão descansar; para reforçar as luvas, as máscaras e os fatos de proteção nos hospitais e centros de saúde, foi lançada uma campanha de angariação de fundos através da plataforma de financiamento colaborativo GoParity e que pretende recolher mil mil euros.

 

A plataforma para médicos TonicApp está a recolher toda a informação técnica sobre a covid-19 e há ainda um assistente virtual de triagem para esta pandemia. Qualquer um de nós também pode ajudar as pequenas empresas a sobreviver ao contágio da covid-19 à economia: nasceram três plataformas que reúnem estes negócios, como a Go Small or Stay Home e os movimentos #compraaospequenos e #atuamesa (sobretudo para o setor da restauração).

 

A EatTasty, habituada a entregar almoços no local de trabalho, passou a deixar as refeições à porta de casa e alargou a área de cobertura para locais como Paço de Arcos, Carcavelos, Estoril e Cascais (manteve as entregas em Lisboa, Sintra e Amadora).

 

O movimento social Transformers passou a maratona de workshops ao vivo para o digital e está a promover educação para a cidadania jovem, ao voluntariado, juventude e responsabilidade cívica.

 

A criação deste miniexército contra o novo coronavírus começou no sábado, quando o país se preparava para entrar em estado de alerta. Individualmente, vários fazedores estavam a preparar várias iniciativas para travar a covid-19. Só que na associação de empreendedorismo Founders Founders, no Porto, alguns dos fundadores de startups começaram a trocar mensagens entre si através do WhatsApp.

 

A conversa começou a contagiar rapidamente toda a comunidade: em 48 horas, havia um grupo com mais de 600 pessoas na plataforma Slack.

 

Estava criado o movimento Tech4Covid19, com vários canais para desenvolver novos projetos. A ideia é criar soluções melhores e mais depressa do que o contágio do novo coronavírus.

 

Nos próximos dias, com o país já em estado de emergência, são esperadas mais novidades deste movimento, como o registo de pessoas infetadas (ou potencialmente infetadas), prevenindo redes de contágio.

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