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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O angolano BNI anunciou a venda da maioria do português BNI Europa. Os chineses do KWG poderão ser os compradores dessa posição, segundo o Público. "O BNI cresce significativamente em 2017 e atrai investidor de capital", anuncia o banco.

“Consequência da estratégia de negócio arrojada e do crescimento alcançado, o Banco BNI Europa despertou o interesse de variados investidores de capital, tendo o Banco de Negócios Internacional, seu acionista de referência, assinado um contrato com um investidor estrangeiro para venda da maioria do capital detido no Banco BNI Europa”, anuncia o banco liderado por Pedro Pinto Coelho em comunicado.

 

O Público diz hoje, na versão online, que o banco BNI Europa, de capitais angolanos, prepara-se para ter como novo acionista maioritário, o grupo KWG, de origem chinesa.

 

“A concretização da alienação, encontra-se sujeita à verificação de um conjunto de condições habituais neste tipo de transação, envolvendo designadamente a respetiva aprovação pelo Banco de Portugal”, diz o BNI Europa.

 

Não é novidade o papel económico e político que a China tem tido nos países africanos, nomeadamente em Angola.

Angola é o país africano que mais tem beneficiado dos empréstimos concedidos pela República Popular da China nos últimos 16 anos. A China consolidou-se como um dos principais investidores do mercado angolano e em contrapartida a China afirmou-se como o principal importador do petróleo produzido no mundo e em Angola, matéria essencial para a economia do país liderado por João Lourenço.

 

BNI Europa com lucros de 2,3 milhões de euros

 

Diz o banco em comunicado que “o ano de 2017 foi mais uma vez caracterizado pelo crescimento significativo da atividade do Banco BNI Europa, o qual se traduziu no incremento dos ativos em 41% (de 362.034 mil euros em 2016 para 509.474 mil euros em 2017), da base de depósitos em 16% (de 262.234 mil euros para 305.148 mil euros) e do produto bancário em 379% (2.750 mil euros para 13.184 mil euros)”.

 

O resultado líquido atingiu os 2.286 mil euros, com os fundos próprios reforçados a situarem-se em 23.303 mil euros (23,3 milhões) e o rácio de solvabilidade de 13%, acima dos limites regulamentares. O rácio de CET1 também é de 13% (phased-in).

 

“Durante 2017 o Banco BNI Europa continuou a assumir-se como um dos bancos que melhor remunerou os depósitos, tendo em paralelo robustecido o seu negócio de banca digital na relação com os clientes particulares e empresas, lançado, sob a marca Puzzle, a única plataforma de crédito ao consumo totalmente online a operar em Portugal, consolidado e alargado as parcerias com Fintech’s e dado continuidade ao desenvolvimento de produtos/serviços, que no decurso de 2018 introduzirão algo de inovador no mercado português, permitindo ao Banco ocupar segmentos que não estão a ser atendidos pelos demais operadores financeiros do mercado”, refere o banco em comunicado.

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