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Fonte oficial da secretaria de Estado do Turismo adiantou que foram 76 os pedidos de empresas para aderir a este instrumento e que “agora será feita a seleção das empresas, até 13 de setembro, sendo construída a carteira de obrigações adequada, e posteriormente a estruturação e colocação da emissão (até 15 de outubro)”.

A procura pelo empréstimo obrigacionista para o setor do turismo atingiu os 420 milhões de euros, um valor quatro vezes acima do inicialmente esperado, de 100 milhões de euros, de acordo com informação enviada à Lusa pelo Governo.

 

Fonte oficial da secretaria de Estado do Turismo adiantou que foram 76 os pedidos de empresas para aderir a este instrumento e que “agora será feita a seleção das empresas, até 13 de setembro, sendo construída a carteira de obrigações adequada, e posteriormente a estruturação e colocação da emissão (até 15 de outubro)”.

 

As candidaturas foram abertas em 17 de junho e eram dirigidas a PME (pequenas e médias empresas) e ‘mid-caps’, ou seja, sociedades que empreguem até 3.000 funcionários.

 

Este foi, segundo a mesma fonte, o “primeiro empréstimo obrigacionista lançado em Portugal acessível a PME”, sendo a emissão com um prazo a sete anos e um financiamento de 15 milhões de euros por empresa, com 30% de garantia pública, através do Fundo de Contragarantia Mútuo.

 

Em junho, em declarações à Lusa, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira revelou que a emissão é dirigida a investidores institucionais nacionais e estrangeiros como fundos de investimento e pensões, sendo que as taxas de juros da operação só serão definidas posteriormente.

 

“Estamos a trabalhar nisto há uns meses, a montar a estrutura necessária para o efeito, a lançar estudos para preparar a operação e a testar o apetite do mercado”, referiu o ministro, questionado sobre a escolha da altura para lançar a emissão.

 

“Vamos ver se conseguimos lançar estas operações em outros setores. Esta vai ser a primeira vez que fazemos estas operações grupadas destinadas a PME”, salientou, destacando a área industrial como potencial candidata a uma operação deste género.

 

“O que temos visto são emissões de obrigações de grandes empresas porque os custos associados à emissão de obrigações normalmente são muito elevados e só se justificam para montantes muito significativos”, justificou o ministro.

 

Siza Vieira recordou ainda que este tipo de operação “obriga a que as empresas emitentes prestem um conjunto de informações e assegurem um conjunto de requisitos que normalmente é difícil às PME conseguirem sozinhas”.

 

O programa Capitalizar, aliás, tinha previsto lançar formas de financiamento alternativas para as empresas, “para não estarem exclusivamente dependentes do crédito bancário”, referiu o governante.

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