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CABEÇALHO

Construtora de Famalicão reforça na América Central, com obra de água e saneamento na Nicarágua.

Dois anos depois de se estrear nas Honduras na reabilitação rodoviária, a Gabriel Couto reforça a sua exposição à América Central e torna-se na primeira construtora portuguesa com negócios na Nicarágua.

 

A construtora de Famalicão reforçou a sua carteira de obras com uma empreitada de água e saneamento nas cidades de Santo Tomas e Acoyapa, da província de Chontales, a 170 quilómetros da capital Manágua.

 

O contrato foi assinado com a A ENACAL, a empresas pública que gere os sistemas de abastecimento de água e saneamento do país e vale 5 milhões de dólares (4,5 milhões de euros).

 

A empreitada consiste na ampliação da rede de condutas de abastecimento,incluindo a instalação, recorrendo a eletrobombas, de um sistema elevatório para água potável em Santo Tomas e a reabilitação de estações de tratamento e esgotos nas duas cidades. A população beneficiada é de 25 mil residentes. Os trabalhos arrancam este mês e o prazo de execução é de um ano.

 

O projeto da ENACAL conta com financiamento fundos da União Europeia, administrados pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). A proposta da Gabriel Couto venceu três outras concorrentes.

 

EL SALVADOR NA MIRA

 

Com esta obra na Nicarágua, a construtora da família Couto, segundo um comunicado interno, cumpre dois objetivos para este ano: a entrada num novo mercado e o reforço da carteira com uma nova adjudicação.

 

A ENACAL "tem um programa de investimentos ambicioso para os próximos anos, tornando-se por isso um cliente- alvo para a Gabriel Couto", nota a construtora.

 

Nas Honduras, as duas empreitadas rodoviárias (82 km), com conclusão prevista para o próximo mês, representaram 80 milhões de euros.

 

Um terceiro país na América Central está sob escrutínio - El Salvador. A construtora está selecionada para dois concursos em El Salvador - construção de uma estrada e remodelação dum posto fronteiriço, acreditando que algum deles possa pintar.

 

Para 2019, a empresa presidida por Carlos Couto, o representante da terceira geração, conta faturar 120 milhões de euros, cabendo 55% aos mercados externos.

 

Na frente internacional, o principal destaque recai em Moçambique, com a construção do novo aeroporto da petrolífera americana Anadarko, na cidade de Palma, Cabo Delgado.

 

Em África, a construtora opera em cinco mercados, mas o esforço de diversificação geográfica está agora concentrado no continente americano. Colômbia e Costa Rica fazem parte das apostas. São "mercados estáveis, de concorrência saudável e menos agressivos do que outras geografias", justifica Carlos Couto.

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