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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

De acordo com a informação avançada pela AICEP Portugal Global, a Novadelta, do Grupo Nabeiro, e a Bosch Termotecnologia ocuparam a primeira e a terceira posições do ranking das empresas portuguesas com mais pedidos de registos de invenções em 2019. A tendência é para continuar, com foco na inovação e na proteção de propriedade industrial.

Já em 2020 a Novadelta registou cinco patentes nacionais e outras tantas internacionais. “Os desafios do avanço tecnológico e os associados a questões ambientais exigem novas soluções para o nosso ecossistema de produtos e serviços”, diz Cláudia Figueira, Head of Innovation do Grupo Nabeiro, ao Jornal Económico. No ano passado, a empresa registou 11 pedidos de patentes nacionais, refletindo “a aposta estratégica da empresa na inovação”, adianta a responsável.


A Novadelta constituiu o Diverge, o Centro de Inovação do Grupo Nabeiro, que “assegura várias áreas de inovação”, diz Cláudia Figueira, que dá corpo à estratégia de proteção de PI da Novadelta, que já conta com 33 patentes internacionais. Este centro de inovação “trabalha transversalmente com todas as áreas do Grupo e unidades de negócio, garantindo o alinhamento e efetivando a sua estratégia de inovação”.


A Novadelta tem protegido PI dos “sistemas de extração de bebidas, soluções para novas formas de consumo e para novos produtos”, explica a head of innovation do Grupo Nabeiro. Em resultado desta estratégia, aliada ao Diverge, “na Delta existe hoje um pipeline de inovação, uma parte substancial do qual ainda não chegou ao mercado, mas que prepara os próximos desenvolvimentos e procura antecipar oportunidades emergentes”, numa altura em que os produtos inovadores representam 8% da faturação. “O nosso portefólio de patentes constitui, sem dúvida um importante ativo estratégico económico”, salienta Cláudia Figueira.


A aposta estratégica do Grupo Nabeiro na inovação não é apenas vocacionada para o mercado doméstico e pretende acompanhar as novas invenções. “Existe capacidade organizacional de concorrer a nível internacional em inovação”, explica Cláudia Figueira, adiantando que a aposta na inovação “passa também pela vigilância tecnológica, ou seja, a análise contínua de bases de dados de patentes para aferir tendências, aspetos, caraterísticas e atores do nosso setor tecnológico”.

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